Calendar June 9, 2011 18:18

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O Ricardo e as Drogas

Enquanto estava a jantar deu uma reportagem sobre as drogas legais em Portugal – substâncias que ainda não foram proibidas legalmente para o comércio, e continuam a ser portanto legais – e a dizer que há gente a ter overdoses e nhenhenhenhe.
Eu achei isso tudo muito bonito e informativo, e achei completamente amoroso ver uma senhora que tem uma loja de drogas legais a fingir que se preocupa imenso com a clientela e a apregoar que é um estabelecimento responsável… enfim aquele chorrilho que se faz para se ficar bem na foto.
A única coisa que eu não consigo compreender é porque é que os media no geral lutam por manter aquela ideia de que todos os jovens se metem na droga por más companhias… ou que se metem na droga como uma espiral sem fundo que acaba com uma pessoa quarentona a pedir esmola para um café à porta do pingo doce.
Oh pelo amor de Deus.
As coisas já não se processam assim.
Vivemos no século XXI, e a coisa que mais há a dar com o pontapé é informação sobre tudo e mais alguma coisa. Há 15 anos atrás era quase impensável falar-se de toxicodependência nas escolas, porque os drogados eram marginais e prostitutas, e só pessoas de más famílias é que se metiam nesses vícios.
Mas isso era há 15 anos.
Hoje em dia fala-se das drogas nas escolas, e aprende-se desde cedo os efeitos imediatos e os efeitos secundários que eles trazem, eu com 15 anos já sabia muito bem o que é que o uso abusivo das drogas me podia fazer, e conhecia umas quantas denominações científicas de coisas que nem sequer cheirei (adorei a ironia acidental).
Eu uma vez fumei um charro.
Okay, eu uma vez dei duas passas num charro, mas pronto vai dar ao mesmo.
E para ser muito honesto com vocês leitores e leitoras, senti-me ligeiramente ludibriado. É como quando compramos – tecnicamente não comprei nada, mas pronto - um chocolate de renome internacional, e a porcaria do chocolate sabe a papelão. Foi muito por aí.
Eram os meus amigos todos a rirem (e demos todos as mesmas duas passas) ou a ficarem todos moles, enquanto eu fiquei aproximadamente 20 minutos a pensar “isto se calhar demora muito tempo a fazer efeito”.
Depois passei para o “Okay, se calhar sou daquelas pessoas que são resistentes a psicotrópicos”… mas ocorreu-me que – na altura – com 2 copos de qualquer bebida alcoólica ficava a saltitar de embriaguez.
Depois ocorreu-me “isto é muito efeito placebo”. E a verdade é que é provável. Podiam muito bem ter vendido relva de jardim seca ao rapaz com quem saímos naquela noite que preparou a mortalha e acendeu o charro, que só a ideia de ser “erva” deixava logo muitas mentes jovens e influenciáveis todas pedradas, mesmo que estivessem a inalar fumos de relva.
E isto chegou-me.
Não sei o que são drogas pesadas… nem quis saber. E estou muito feliz assim.
Aliás, acho que todos nós fizemos o mesmo – menos a K, que ainda fuma bastante erva, mas pronto é lá uma escolha dela – e não nos pusemos a experimentar para nos impressionar uns aos outros.
Experimentámos por sermos novos e querermos experimentar o mundo.
O que não faz de nós – na altura por volta de 15/16 anos – “jovens vítimas no mundo negro da droga” (uma frase bem possível de aparecer numa qualquer reportagem sobre este tema, num telejornal português bem dramático como nós os queremos).
Depois disto deixo aqui umas conclusões brilhantes:
Não é por nada, mas quem usa droga, usa porque quer.
Ninguém aponta uma arma à cabeça dos miúdos (ou graúdos) e lhes diz “vá toca a encharcares-te em cogumelos alucinógenicos, senão mato-te a mãe e violo-te o gato” (ou ao contrário, sei lá eu como funcionam estes ladrões modernos). Há diversos motivos, mas no geral a motivação vem de nós mesmos.
E quem continua a usar, continua porque quer.
A droga não vicia após um ou dois consumos. Quer dizer também depende da quantidade, mas mesmo assim acho que são necessárias umas quantas reincidências no consumo. Por isso a desculpa do “Ah e tal, depois fiquei agarrado” não é assim tão razoável quanto isso. É quase o mesmo que dizer que virei alcoólico porque bebi três garrafas de champagne no reveillon (se fosse por aí, acho que preciso de ir aos AA).
Não há boas ou más companhias.
Há as companhias que escolhemos, e há mentes mais ou menos influenciáveis. Uma pessoa pouco influenciável não segue ideias que acha más só para se afirmar. Isto serve para a droga, o álcool ou para qualquer outra coisa. Temos cérebros para alguma coisa.
Não acredito muito na história do “drogado coitadinho”
Aquela história de não largar o vicio porque não se consegue é uma desculpa. Aliás, já ouvi isto da boa de vários ex toxicodependentes. Se estiverem mesmo motivados para largar a droga seguem todo o caminho como deve ser. Senão não se aguentam. Acho que nem as pessoas que passam por esse vício e o ultrapassam gostam de serem vistas como coitadinhas. Se gostarem, pior para elas, que deste lado não levam nenhum.
As pessoas que consomem drogas NÃO são só bandalhos e vadias.
Há por aí muito senhor de estatuto e muita madame da alta roda que cheira uma dona branca de vez em quando. E se o fizerem como deve ser, ninguém chega a saber. As aparências iludem.

Só para finalizar – que isto já vai no dobro do tamanho inicial que tinha planeado para o texto – eu não estou a julgar ninguém que consuma/tenha consumido regularmente drogas de qualquer tipo. Nem acho que seja uma coisa assim tão errada quanto isso. cada um faz o que quer com a consciência do que está a fazer. Estou é a insurgir-me contra aquela tendência que as pessoas têm de culparem a droga. Não e a cocaína que salta para o nariz das pessoas sozinha. As pessoas fazem as suas escolhas, e pouco mais há a dizer.

E vocês?
Alguma vez experimentaram drogas?
O que pensam do assunto?
O que acham das "drogas legais"?
São contra ou a favor das drogas, é-vos indiferente, ou não têm opinião formada?

peço desculpa pelo super mega enorme post, mas descuidei-me com a escrita xD. 
Toca a ler comentar e subscrever ;)

[A ouvir: I Rather die young - Beyoncé]
[Humor: Pensativo]

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Calendar June 8, 2011 17:53

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Ganhei o Euromilhões!!!!


Ligo a Tv e vejo os números.
Acho que me estou a sentir mal… não é possível.
Ganhei o Euromilhões!
Confiro meia dúzia de vezes e fico extasiado. É mesmo a sério. Fui o único finalista do 1º prémio.
Tenho que ir levantar quinze milhões de euros que me esperam na tabacaria do costume, onde todas as semanas registo os totolotos do meu pai.

Vou discretamente levantar o prémio e venho para casa com um cheque passado ao remetente. Nunca vi tantos zeros À direita. Até me belisco para ver se é a sério.
Passo o dia em casa a tentar assimilar. É como se estivesse a ver um filme em câmara lenta.
E agora? O que é que eu faço com este dinheiro todo?
Podia ser um hipócrita e dizer que dava metade a instituições de caridade… mas honestamente, não vai acontecer. Não tenho paciência para ir À santa casa dar 1000 euros e ver os superiores ficarem com metade do dinheiro que dizem gastar com as criancinhas.

Ai, já sei, vou antes repartir.
Vou dar um terço a cada um dos meus pais, e eles que se governem cinco milhões não são nada mal.
Pensando bem… tenho cinco milhões de euros. Não preciso de ficar a viver neste apartamento. Posso sempre comprar aquela casinha na baixa. Tem um jardim razoavelmente piqueno – que dá pouco trabalho a manter – e tem uma garagem.
Oh, já que tem garagem, sempre posso comprar um carro. Nem quero saber que seja muito novo, com as minhas capacidades de condução, um carro novo ia sofrer muito às minhas mãos. Só tem que ter muitos airbags.

E agora que penso nisso, não era nada má ideia comprar um par de óculos. Estes já estão a tender para o mortos e estavam uns todos pipis à venda na multiópticas… se bem que com cinco milhões, via se era operado À miopia né? Sempre era rentabilizar o dinheiro.
Ai e depois vou às compras. Até a pipoca mais doce se roi de inveja depois de eu comprar o recheio de metade das lojas de roupa de Portugal, e espetar tudo lá no blog. se bem que eu não ia espetar lá no blog… não tenho paciência para tirar fotos de roupas. Não é mesmo a minha praia.

Hum, já que ia encher o armário, aposto que os móveis da casa que vou comprar devem ser velhos. Vou ao ikea e compro tudo novo. Nem nunca entrei numa loja da ikea. Mas é fino dizer que tenho moveis da ikea né? Ou isso ou móveis victorianos… mas eu não gosto de coisas velhas.
Uh, e claro que ia ter que comprar companhia pra manchinha. Um cocer, ou um dálmata. Depois logo penso no nome, tenho mais em que pensar.
E já agora um gato não era nada mal pensado…. Se bem que depois a casa já parecia um zoo.

Por falar em animalidades, não quero ficar um bisonte, já ia mas é inscrever-me num ginásio… okay, provavelmente não ia lá meter os pés passado uma semana… mas não interessa. Quer se dizer, podia comprar um passe vitalício com 5 milhões de euros. Se não tivesse horror a operações, podia sempre ir de vez em quando a uma clínica de estética e dizer que é tudo efeito da ginástica.
Uh, já agora, vou ter uma alimentação biológica. Mando criar na quinta tudo o que comer. Sem adições nem nada. Se me der na veneta até fico vegan. Se bem que não tenho alma de coelho para só comer verduras. Mas isso agora não interessa nada. Talvez até consiga cultivar melões com a minha assinatura. Se já há meloas da hello kitty porque não melões do Ricardo?

Ah, já sei, também vou compar um ipad. É super fashion andar com uma coisa do tamanho dum caderno na mão e fingir que se está a fazer alguma coisa de jeito quando na realidade se está a jogar ao angry birds, ou a ler a revista tv 7 dias em formato digital. Não preciso, mas é chique. E no meio dos 5000000 de euros, nem se reparava (até tenho que conferir os zeros).

Estes pensamentos todos em deveres estão a cansar-me. se calhar fazia  bem em ir passar  umas férias à suíça, sei lá passava um tempinho nos Alpes. Podia ser que encontrasse a tal vaca roxa da milka… e se encontrasse abria  uma fábrica de chocolates só para mim *…. Ahm… nah, talvez não. Mas pronto, é uma ideia a reter.
Ai e por falar em vacas, queria ir À mansão playboy. E de caminho ia à eurodisney,.
E compro prendas caríssimas aos amigos (só para mostrar que “tô podendo”)
E para finalizar levantava 20 mil euros em notas, levava num saquinho, despejava no chão e rebolava-me nu lá em cima…
Vou mas é conferir os números outra vez só para me certi…

-Ricardo? – Recebo uma pancada no ombro – Vai mas é comprar o jornal.

Que é feito do bilhete premiado? 
… e porque é que estou no carro com o meu pai?
… Oh porra, outra vez?
Okay… da próxima vez, jogo mesmo. A sério.

Isto é basicamente o que me acontece semana sim semana não.

E vocês?
O que fariam se ganhassem o euro milhões, ou a lotaria?
Jogam muitas vezes?
Jogam sequer? (eu não)
Vá, toca a comentar, ler subscrever(já são quase 150 seguidores gente, façam-me este gostinho ^^) e gostar no facebook

[A ouvir: Love on top - Beyoncé]
[Humor: sonhador]

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Calendar June 6, 2011 16:28

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Amor Procura-se... ou aluga-se. encontra aqui a tua cara metade (Ricardo's selection)

No outro dia enquanto desfolhava a revista do jornal “correio da manhã”, fui parar à página dos classificados amorosos. E todas as minhas esperanças daquelas coisas benitas de “O amor é cego” e dos “Ah e tal uma pessoa está sempre à procura de quem a completa e a aceita e renheunheunheu” caíram por terra fulminados pelos belos anúncios que as pessoas solteiras resolveram por para encontrarem a outra peúga que lhes encha a gaveta das meias que é a sua vida. Como tal achei por bem partilhar e comentar.
Não apaguei os números pelo simples motivo que se as pessoas os publicaram numa revista lida por milhares, o meu blog ainda pode ser uma janela para o amorz. Sou um romântico. xD

Ahm... será que o senhor estava bêbedo - ou drógado - quando escreveu isto? Okay, os classificados do correio da manhã são um grande recurso... mas pedir uma mulher invisível... já me parece pedir demais. Oh, e se possível façam com que a senhora invisível goste de energias renováveis. pode ser que assim num primeiro encontro ele a leve para a cave onde vão os dois fumar um belo charrito e ver a imensidão cósmica no tecto.

Okay, isto uma gaja tem que ser selectiva né? O amor é muito bonito, mas afinal já que está a pedir, que peça como deve ser né? estando a meter anúncios no jornal a ver se desencalha, ao menos que lhe saia um senhor engenheiro. Ai mas atenção, não basta isto. se o senhor for formado, não tiver filhos, tiver 38 anos e queira uma relação séria... mas tenha 1,74m já não pode. isto do amor é cego, mas tira medidas.
Eu até estava a achar isto tudo muito bonito e tal... mas depois reparei no pormenor da senhora estar no Brasil e dar um numero de telefone de lá... óh Juanita amore, 'xa lá ver se eu percebi o que tu queres é "homem português para me dar o visto de residência" ou qualquer coisa do género né? Oh Juanita, és uma gaja de valor, romântica à moda antiga!
Ham... Okay é assim mulheres de portugal: este senhor gostava de ver uma de vocês amada e feliz e ver brilhos de felicidade e assim... mas de preferência quer fazer isso com uma médica ou uma enfermeira. afinal essas também merecem o amor né? o que interessa é que tenham acesso a medicamentos que precisem de receita médica. se calhar ele gosta de termometro rectais ou assim.
Isto estaria tudo bem... aliás... nem percebi muito bem qual é a conversa do "prefiro senhora carente" por muito perturbador que isso me soe, a verdade é que se uma senhora pondera fervorosamente começar um relacionamento sério via anúncio no jornal, já se depreende que esteja carente.

Duas provas vivas de que o amor não escolhe idades.... quer dizer escolhe, mas num espectro bastante amplo. o 1º senhor tem é que pensar um cadito. se lhe calha uma senhora de 70 anos, arrisca-se a que ela não "esteja lá nos bons  maus momentos" ainda bate a bota antes de lá chegar. e senhor nº 2... acho que o senhor quer é fotografias para puxar o lustro ao corrimão. 

[A ouvir: Ring Ring - Mika]
[Humor: Venenoso]

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Calendar June 5, 2011 06:41

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Perguntas de Fim de Semana XXIV

Em dia de Eleições em Portugal, temos umas perguntas temáticas (Oh a música não tem nada a ver com o post, era só para vos dar música e tal)
Costumam exercer o vosso direito/dever de voto?
Têm um partido político?
Hoje foram votar? se ainda não, pensam ir?
Em quem votaram? (se não se importarem de partilhar, claro)


Bom resto de fim de semana


Edit: Eu fui votar minhas gentes xD. logo a seguir a ter publicado o post.

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Calendar June 3, 2011 17:51

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Uma chapada* por dia, nem sabem o bem que lhes fazia.

Admito. Não sou uma pessoa nada violenta.

Tenho 21 (quase 22) e nunca dei um soco em ninguém, nem me faz falta nenhuma – já dei com bolas de basquete e outras coisas mais pesadas, mas passemos em frente – porque não vejo os meus punhos, ou as minhas biqueiras como forma eficaz de resolver problemas.
A ultima vez que bati em alguém – intencionalmente – devia ter aproximadamente… 13 anos?
Há pessoas que me conseguem tirar do sério. A sério que há. E aquela imagem acima, corre-me livremente em frente dos olhos quando estou verdadeiramente irritado, mas isto não quer dizer que por me dizerem coisas que eu não quero ouvir, ou das quais discorde, que vou soltar o hulk interior.

Às vezes quando estou a entrar na “zona de perigo”, em vez de começar a barafustar ou a reagir de forma brusca, eu sorrio. É uma espécie de sorriso que estranhamente as pessoas percebem sempre que quer dizer “é melhor calares a boca ou acabas num beco com um buraco na traqueia grande suficiente para meter 5 bolas de golfe duma assentada”.
Não é preciso começar À porradaria, porque na maioria das vezes as palavras chegam para se resolver os problemas.

Não estou com isto a dizer que acredito que todos os problemas vão lá com umas conversinhas chochas e momentos de reflexão conjunta. (muito menos se forem assaltados e vos apontarem uma pistola à tromba)

O caralhete.

Muitas pessoas confundem ser-se zen, ou pacifista com ser-se cobarde.
Por não querermos entrar em guerras cada vez que nos acontece alguma coisa má, ou que alguém nos ofende de alguma maneira, não implica com isto que tenhamos que meter o rabinho entre as pernas e fugir atemorizados de qualquer tipo de danos colaterais… Oh não, não quer.
Pode resolver-se com palavras.
Palavras que não têm que ser necessariamente simpáticas, podem mesmo ser insultuosas, retaliadoras ou em tom de espicace.
Muitas vezes as pessoas mais atacadas são aquelas que não têm reacção. Verdade seja dita, é mais fácil atacar um mono que não se defende de qualquer maneira e prefere ir pró cantinho chorar a sua infeliz sorte do que uma pessoa que responde à letra.

Com esta onda de violência juvenil juro que não entendo qual é o problema das pessoas de hoje em dia. A sério que não. Espancaram uma miúda que chamou “filho da p****” a alguém. Então a reacção mais acertada, é juntarem-se dois ou três e darem-lhe um enxerto? Ahm… ok, claro, e de seguida vamos todos viver para dentro de grutas e comer carne crua.
O quê? É tudo da mesma época, paleolítica ou qualquer coisa do género.
Cambada de Neandertais com telemóveis e all stars.
Não vos ensinaram que a melhor arma, é o nosso cérebro?

Aliás, por alguma razão Deus nosso senhor me deu uma língua venenosa e um cerebelo a condizer, né?
Se não gostamos, ninguém nos obriga – a não ser em situações bastante esporádicas – a “engolir o sapo”. E nem estamos a ser bastante maduros por o fazer. Não temos que ser mártires nem que demonstrar uma indiferença superior (isso pode resultar com muitas pessoas, mas comigo não). Podemos sempre usar o belo do sarcasmo, o palavrão, ou qualquer coisa do género.
A melhor maneira de enfrentar um problema é vendo-o como uma coisa ultrapassável, alguma coisa que podemos resolver com a cabeça sem grandes esforços. Se quiserem usar os punhos é convosco né, mas cá para mim, os problemas resolvem-se à chapada.

À chapada mental.

* Chapada em Português de Portugal quer dizer o mesmo que “bofetada”. Em Portugal do Brasil quer dizer sob a influência de drogas. Só para os leitores que possam ser da terras de vera cruz.
PS: Ah e tal, isto é a participação deste mês da fábrica de letras

[A ouvir: Mixtape - Jamie Cullum]
[Humor: divertido]

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Calendar June 1, 2011 17:28

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As lindas Histórias de infância do Ricardo

“Ai e tal, hoje é dia da criança” dizem vocês, leitores atentos aos dias do mês.
“…E?” – Respondo eu enquanto como uma bolacha e oiço música.
“Ah e tal, como pessoa espectacular e cheia de sabedoria, pensámos que podias partilhar connosco qualquer coisinha” dizem vocês com a bela da cara pedinchona.
“Ahm… Ok. O orgasmo do porco dura 30 minutos em média” – Digo eu enquanto coço a orelha esquerda (bendito carracedo)
*Rapariguinha de óculos redondos cai redonda no chão, e algumas famílias separam-se com esta informação extremamente interessante*
“Não totó, alguma coisa benita que nos ensine alguma coisa sobre a infância” – diz a leitora que vê constantemente filmes fetiche.
“Ah, ok” Diz o Ricardo, enquanto pensa que a infância é feita de diversas coisas para além de doces e cambalhotas e risadas e nhonhonho. Como tal o Ricardo resolve presentear os leitores queridos com:

Os traumas de infância do Ricardo:

O Ricardo tem a primeira experiência com uma profissional do sexo:
Idade: 5
Local: Rua de Madrid, á noitinha
Relato dos acontecimentos: o Ricardo estava no banco do passageiro, enquanto o sinal estava vermelho no semáforo, e do nada uma senhora badalhoca enfia-se dentro do vidro e começa-se a fazer ao meu pai.
Resultado: Ricardo fica aos berros por ver uma desconhecida de aspecto duvidoso a tentar a porta, enquanto tenta fechar o vidro e o pai se ri á brava com a cara de pânico.

O Ricardo avista um monstro:
Idade: 7
Local: Em casa
Relato dos acontecimentos: É assim, eu lia tudo o que era livros dos arrepios (Goosebumps em Inglês) e quando saiu a série de TV eu fui logo começar a ver. Para quem não sabe, os livros (e a sequente série, no video acima) são livros de terror para crianças. É um terror assim mais soft… o que não quer dizer nada porque com 7 anos tudo é assustador. Um dia fiquei em casa sozinho e comecei a ver um episódio dessa série. Quando acabou, ouvi uns barulhos debaixo da cama e liguei à minha mãe a dizer que tinha monstros debaixo de casa. Ela disse-me que não há monstros e nhanhanha… e eu desligo o telefone e tocam à campainha. Olho pelo olho de boi (aquela lente da porta que deixa ver as pessoas lá fora) e começo aos gritos e vou me esconder na dispensa.
Era o contabilista do meu pai, que era fanhoso e por isso tinha uma cicatriz na cara, para além de ser feio como tudo já de origem. Liguei à minha mãe em pânico a gritar que estava um monstro À porta e que me queria matar e não sei quê.
Resultado: até hoje (21 anos) quando vejo o homem na rua fico extremamente envergonhado com a linda figura que fiz.

O Ricardo teme a ira Divina
Idade: 8
Local: Casa da minha avó paterna
Relato do Acontecimento: A minha avó (de quem eu gosto imenso e nhenhenhe) é testemunha de Jeová. Como boa religiosa que é, desde sempre me tentou converter. Ora bem, qual a melhor maneira de gravar numa criança de oito anos uma mensagem religiosa? Medo.
Nunca contei isto aos meus pais, mas ainda me rio quando me lembro. Um dia qualquer tava eu com os meus amiguinhos, e eles trouxeram chouriço pró lanche. Eu comi um bocadinho mas nem gostei muito. À noitinha, depois de me falar de Deus e da bíblia e essas coisas todas, a minha avó resolveu falar do pecado do sangue. Para quem não sabe, as testemunhas de Jeová consideram pecado mortal ingerir sangue de qualquer maneira que seja… e o chouriço era de sangue. E como na altura o dia do juízo final estava à porta, a minha avó lembrou-me que eu devia arrepender-me sempre de comer sangue.
Resultado: Ricardo chora até às duas da manhã a rezar freneticamente e a pensar que vai arder no inferno ou qualquer coisa do género, e se não gostava de comida com sangue, depois disso nunca mais quis sentir sequer o cheiro.

O Ricardo é quase abandonado em Espanha:
Idade: 10
Local: Em Espanha (Duuuh)
Relato dos acontecimentos: depois de uma sessão de compras em Espanha, os meus pais entram no carro e eu fico cá fora, a despir o casaco. Meto o casaco lá dentro, e os meus pais arrancam a toda a velocidade, deixando-me numa rua qualquer de Sevilha onde não conhecia nada. Tive que ir a correr atrás deles quase 200 metros aos berros. E eles estavam tão determinados em abandonar-me ali que nunca pararam. Só quando uma espanhola apontou para a porta, prai 5 minutos depois (era eu a correr atrás dum carro, com perninhas curtinhas. É muito) é que eles repararam… que tinham deixado a porta aberta.
Resultado: nunca mais usei casaco em Sevilha. Ou se usei nunca mais o despi.


E podia perder-me aqui numa milena de acontecimentos do género, mas achei que estes chegavam para vos mostrar, queridos leitores, que a infância não são só rebuçados e dentes de leite e pais natais e alegria. Também são traumas que deixam uma pessoa com uma panóplia de parafusos a menos na cabeça.

E vocês?
De que acontecimentos traumáticos ou simplesmente engraçados de infância se lembram melhor?
Querem partilhar?
Vá, toca a comentar, ler e subscrever. amanhã respondo aos comments em atraso dos posts que ainda não respondi. sorry, dia munto ocupado.

[A ouvir: I ain't no quitter - Shania Twain ]
[Humor: Hyper]

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Calendar May 31, 2011 18:13

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A Hello Kitty perturba-me V

Okay, acho que já se tornou oficial, esta é a minha rúbrica "estou com preguiça mental, vou antes falar mal da Hello Kitty"... né?
bem, hoje não é excepção, e pronto, cá vai disto.
Na última edição, tínhamos na imagem uns fantásticos:

TAPA MAMILOS.


as strippers deste mundo afora agradecem.
________________________________________________________
Esta semana, resolvi ir mais longe e procurar um campo que não tenha sido explorado pela Kitte.
Imagem manipulada e descolorida, só para vos dificultar a vida. ai até rimou.
A Hello Kitty está:
a)Numas salsichas
b)Numas luzes de natal
c)Num cinto de balas
d)em rolos para o cabelo

 Vamos a ver se adivinham porque é que a Hello Kitty me continua a perturbar.

PS: já respondi a mais de metade dos comentários, mas estou com preguiça e respondo aos restantes amanhá, não me linchem.

[A ouvir: Rearview - Anastacia]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar May 30, 2011 17:40

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Onde é que eu tinha a cabeça?

Aqui há uns dias enquanto revia fotos antigas com os amigos de sempre, deparei-me com uma das nossas milhentas fotos de grupo, de há uns… 5 anos (credo, parece que foi ontem).
Sabem como são, o cliché das fotos de amigos, com toda a gente em filinha a rir pra câmara e a fazer figuras. E esta seria também normal, se não tivesse lá no canto uma pessoa de quem eu não me lembrava completamente.
De inicio pareceu-me que fosse um emplastro… mas se fosse um emplastro era um emplastro bem atrevido porque estava encostado à K. e estava a rir para a câmara… e não me era totalmente desconhecida aquela cara.
Depois de torrar um bom bocado os miolos, cheguei á conclusão de que aquela pessoa lá ao canto da foto, não era um emplastro infame.

Era um “Onde é que tinhas a cabeça?”

Os “onde é que tinhas a cabeça?” são acontecimentos bastante comuns na vida de toda a gente.

Estas coisas dos amores desamores interesses químicas e afins sempre foram confusos para mim, porque verdade seja dita, as linhas que separam cada denominação são bastante finas e quebráveis. O que é verdade é que o “Onde é que tinhas a cabeça?” é quase sempre um falso amor.

Começa tudo com um interesse – recíproco ou não – que passa para atracção, depressa despoleta em química e acaba num enlace (amoroso sexual ou outra coisa do género). Como essa pessoa entra nas nossas vidas numa altura em que não se espera nada desses campos, acabamos por não… avaliar o produto. É um bocadinho aquela máxima de “a cavalo dado não se olha o dente”.
E andamos naquela fase de embriaguez, em que vemos tudo cor de rosa com rebordos encarnados ás bolinhas roxas. Tudo é perfeito, e todas as criticas que possam ser endereçadas ao objecto da nossa afeição são imediatamente descartadas. “Oh, cala-te ele não é nada retardado” “Oh, ela só bebe para ficar alegre”. E nessas alturas estamos cegos e surdos para o mundo exterior, porque estamos bem com o nosso “alvo” e nos sentimos bem com a confiança que disso obtemos e nhenhenhe…

Mas como nem tudo são rosas, a dada altura tanto mel começa a ser estranho, porque perfeição, só no Photoshop. E aí liga-se o sentido critico. A dada altura começamos a reparar que não estamos com a W ou o X ou a J, mas sim com uma imagem que temos criada dessa pessoa. Afinal a W não tem umas mamas tão bonitas quanto isso, e o X não é assim tão atencioso como parece… e a J não está a falar com um kit de mãos livres na casa de banho. Está mesmo a falar sozinha.
E obviamente que acaba por descambar, porque afinal namorar uma pessoa que tem como ídolo o Hitler já não parece tão sedutor como antes, e a flatulência acaba por não ser uma característica peculiar e adorável bem vistas as coisas.

E depois da água passar a ponte, lá seguimos com a nossa vidinha… e acabamos por evitar falar dessa pessoa, pelos simples motivo de ser um bocado constrangedor admitir a alguém que se namorou uma pessoa que tinha amigos imaginários. Ou simplesmente porque era muito má rés, e nos apanhou numa fase de profunda e efusiva rebeldia.
Não ficamos necessariamente a odiar essa pessoa, pelo amor de Deus, para cada pé há um sapato - e para os pés defeituosos há muito crok neste mundo.
Pelo caminho, a pessoa apaga-se mais ou menos. Já não nos lembramos tão bem das qualidades nem dos defeitos. E ficamos assim durante bastante tempo, até ao dia em que ao remexer num armário qualquer encontrarmos uma foto, um postal, uma prenda, qualquer coisa que tenha o dedo dessa pessoa, e quando damos por nós já  pensamos “Eish, onde é que tinhas a cabeça?”


E vocês?
Alguma vez tiveram um/uma “onde é que tinhas a cabeça?”
E foi uma coisa mais ou menos séria ou assim casual?
Como é que reagem quando algum amigo tem um "onde é que tinhas a cabeça?"
Alguma coisa a acrescentar ou a corrigir?

Vá, toca a comentar ler subscrever e gostar no facebook, que eu amanhã respondo aos comentários todos da semana passada, ainda estou com umas horas de sono em atraso da saída de ontem á noite, o cérebro não está a 100%.

[A ouvir: Just say yes - Snow Patrol]
[Humor: Sonolento (mas feliz)]

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Calendar May 29, 2011 07:10

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Perguntas de Fim de Semana XXIII

Hoje descobri este site, e achei muito gira a ideia, e resolvi experimentar, e divulgar.
Eu orgulho-me disto.
E vocês? 
De que é que se orgulham?
Se quiserem, partilhem lá, senão, partilhem aqui.
Bom resto de fim de semana ;) (vou tentar responder a tudo o que é comentários hoje)



Ah, e uma música para finalizar. gosto imenso desta cover/mashup ;)


[A ouvir: Spiderwebs - Lelia Broussard ]
[Humor: Feliz]



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Calendar May 28, 2011 10:53

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A virgem já não é virgem….

Guida e a sua
carinha laroca de "disponível ao amor"
… Mas continua desesperada que dói.

Ai que saudades que eu tinha da Minha Guida!
Para quem não sabe do que estou a falar, recomendo que leiam este post antes de continuarem a leitura, já os que se “alembram” podem continuar a ler à vontadica.
Ora bem, hoje de manhã, lá vou eu comprar o jornalito , e na revista que vinha de oferta a única coisa que me saltou à vista foi “Margarida Menezes: Já não sou virgem”.
A Guida(na foto ao lado) é uma menina – já passou o tempo há um bocadinho de ser chamada menina, mas prontes – muito fofinha e seqce, que ficou famosa por não ter relações sexuais com nada que se mexesse (e desconfio que com coisas inertes também não tinha muita sorte), e por fazer um blog denominado “clube das virgens”. Pois bem, a Guida já não é virgem.
“Margarida Menezes fechou o clube das virgens e assume-se como uma “nova mulher” “Já não sou virgem e já não vejo o sexo como sendo algo que se faça com o homem com quem tenhamos de ficar para o resto da vida” (…)”
Tradução: Aborreci-me de ter teias de aranha lá em baixo e pronto, lá foi o gato às filhoses.
Ora para quem ainda se lembra, a Guida dizia muito certa de si ainda há coisa de 2 anos que a primeira vez dela ia ser com um príncipe encantado e nhenhenhe, e iam haver velinhas e o caraças pelo meio. Desconfio que ela até queria um quarteto de violinos a tocar durante o acto. Como criatura romântica que é foi assim que se sucedeu:
(…)Revela a jovem de 28 anos (Ahm… não são 29? Tipo 2011-2009= 2, digo eu, mas pronto) recordando a noite em que tudo mudou: “Namorei durante três meses com o príncipe de olhos azuis e nunca aconteceu nada. Ate que um dia quando já só éramos amigos, houve um clima e acabou por acontecer”
Oh No she didn’t. depois de andar a dar palestras sobre sexualidade, e a dizer a todo o gajedo que se trancassem para o tal e nhenhenhe… catrapumba, enrola-se com o ex namorado. Serei eu a ver aqui algum contra-senso? Para além de ela continuar com a tara dos príncipes. Eu se fosse à Kate tinha o William debaixo de olho, que agora a Guida é bem capaz de o violar nos jardins do palácio de buckingham.
Como é uma mulher cheia de cerimónias e gosta de preservar a sua intimidade, a Guida resolveu contar À revista do correio da manhã como foi que perdeu os três
“Não quis esperar mais (…) até foi divertido e cómico. Era tudo novidade para mim, por isso fiz imensas perguntas e tirei dúvidas(…) “
Ahm… Porque é que eu tenho assim só um bocadinho de dificuldade em acreditar que ela tenha parado a meio e dito “Ai que girooooo, onde é que isso se mete? E tem um botão on/off?  Ai espera João Francisco Reginaldo (se é um príncipe merece nome real) não metas ainda, quero tirar uma foto de recordação”. Deve ser isso. Gosto do pormenor de ela ter tirado imensas dúvidas, mas ainda assim há uns dois anos ter ido às universidades dar palestras de sexualidade. Seriously.
E continua a Narrativa de pormenores interessantes:
O cenário novelesco com que sonhava acabou por não se concretizar – “foi muito convencional, em casa dele, na cama”
Para uma virgem… já estava um bocadinho informada de convencionalidades do sexo. Digo eu.
O contacto com o corpo masculino também foi uma surpresa agradável. “As minhas amigas diziam-me que o pénis é suave como a pele dos golfinhos, e tinham razão(…) Agora já me sinto uma pessoa normal”
… É assim…. Eu tenho um pénis. Eu já fiz festinhas a um golfinho. Eu já fiz festinhas ao meu pénis (não se choquem). E… não consigo estabelecer essa comparação, não sei porquê. A sério que não. Agora já me sinto uma pessoa normal? Essa é bonita, tendo em conta o livro dela “sou virgem, e então” em que dizia que ser virgem é perfeitamente normal. Guida, Guida, tu confundes-me melher.
Para dar o grito do Ipiranga, a Guida saiu de casa dos pais e foi viver para o Barreiro, onde trabalha num café.
Margarida Menezes colocou implantes de sikicone (…) “Tinha vergonha do meu corpo e não me sentia à vontade(…)”
(…)Com esta mudança de imagem, Margarida espera captar mais a atenção dos homens na discoteca onde trabalha.
Ahm… ainda há dois anos quando fez fotos em lingerie não pareceu nada envergonhada. E acho bonito que ela pense que ter as mamas maiores e o cabelo pintado de loiro a torna logo um mulherão. Menos Guida, muito menos.
Para acabar em beleza :
Apesar de se ter entregue a um ex-namorado durante uma noite, Margarida ainda sonha com o homem perfeito, com quem viverá um grande amor. Por isso comprou o anel da pureza
… Ok, Guida, amore, o homem perfeito… Hum… como por isto em termos simpáticos? Ah.Não existe? E acho bonito o anel da pureza. Tadica da Guida… pode já não ser virgem… mas continua encalhada. E vai continuar enquanto usar a gestão da patareca para vender revistas.

E Vocês, o que acham?
Vá, toca a comentar ler e subscrever. bom fim de semana.

PS: Todas as citações foram transcritas da revista do correio da manhã.

[A ouvir: That's where it is - Carrie Underwood]
[Humor:Escandalizado (com a badalhoquização da Guida) ]

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Calendar May 27, 2011 17:40

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A odisseia de Verão do Ricardo

Gosto do verão… mas irrita-me profundamente levar todo o santo dia com as benditas publicidades a bronzeadores.
“E porquê Ricardo?” Perguntam vocês.
“Porque eu acho que os senhores que fazem os bronzeadores são uns mentirosos e uns escroques que se aproveitam da boa vontade de alminhas dispostas a gastar 12 euros numa garrafinha de 250 ml, para ficarem da cor de um rissol bem cozinhado” digo eu extremamente indignado.

Sem bronze
Enquanto o inverno vigora, lá andamos nós todos os branquelas que não se metem em solários para torrar dinheiro e parecer um torresmo mal passado, com uma cor ligeiramente uniforme e sem graça, assim muito ao estilo da  imagem à direita.
Bronze normal

Mas depois chega o verão, e toda a gente quer ficar bronzeada. E eu também gostava de ficar bronzeado, de parecer saído duma publicidade ao abre solaire ou assim… se isto fosse um blog cor-de-rosa, eu alegava que a minha pele ficava mais coisa e destacava mais os meus olhos e renhéunhéunhéu… mas não é, e em vez de ficar com um bronzeado cor de mel todo uniforme fico com uma coisa um bocadinho diferente… e extremamente sensualona – obviamente.

O bronze à trolha.
Bronze à trolha
Acho que as pessoas devem pensar que os meus pais me puseram a trabalhar nas obras desde tenra idade, ou a prostituir-me à beira da estrada, ao sol e à chuva, porque chega a meados de Maio e os meus braços ficam automaticamente bronzeados. 
A sério, uns 3 dias de sol e fico logo com cor de porto riquenho ou argentino sei lá, aquelas pessoas muito latinas e muito bronzeadas. E fico sempre com aquela esperança “Ah, se calhar é desta que fico com um bronzeado de gente”.
Mas não.
Acho que a melanina arranjou maneira de fugir toda do meu tronco e ficar nos braços e nas pernas. E isto resulta em coisas bonitas, porque já não bastando isto, a minha pele é toda branquela no seu natural, e cada vez que vou à praia ou à piscina saio de lá neste estado.

O Ricardo depois de uma ida à praia
E por mais que os senhores dos protectores e bronzeadores e o caralhete digam todos “migo, compra-me a mim, que eu protejo-te do senhor escaldão, que anda por aí a violar as peles incautas que ainda se protegem com banha de porco”, eu acabo sempre com o nariz vermelho. Os braços parcialmente bronzeados as pernas doiradas e o centro do corpo desprovido de cor.
  
Agora podia haver alguma alminha a querer ser simpática e a comentar “ai, espalha coca cola no corpo” ou “come cenouras que ajuda no bronze” e eu respondo: “Ahm… eu preferia não ser devorado por formigas vermelhas quando estiver na praia, e também dizem que as cenouras fazem bem aos olhos, e por mais cenouras que tenha comido,  ainda continuo com uns óculos na tromba”

PS:apeteceu-me fazer um post munto mai leve porque estou com dor de cabeça. deal with it.

[A ouvir: 1+1 - Beyoncé]
[Humor: Divertido]

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Calendar May 26, 2011 17:39

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A relação entre os filmes pornográficos e os filmes da Disney

Com 13 anos (honestamente não me lembro com precisão, mas calculo que tenha sido por essa altura) vi o meu primeiro filme pornográfico.

Ok, não vi todo, vi um bocadinho de nada, e não me vou por aqui com conversas sobre o que achei na altura – porque verdade seja dita, só me lembro que a mocita do vídeo era loira, e que era qualquer coisa a ver com circos… acho eu – mas o que interessa frisar é que achei aquilo tudo muito interessante.

E promissor.

Eu como todos os rapazinhos que vêm um filme pornográfico na altura pensei alguma coisa entre o “wooooah” e o “também quero”
O que o porno prometia automaticamente era um universo em que nunca há dores de cabeça, Elas estão seeeeempre dispostas, o “apetite” nunca falta. Literalmente. Um “bom dia” é automaticamente respondido com um “ai estou tão excitada, arranca-me as cuecas e come-me À bruta”.
Não é precisa toda aquela fase de namorar e conhecer uma pessoa minimamente para se entregar a intimidades maiores (pfffff, quem é que precisa dessas coisas?). é um greet and fuck, muito concretamente.
E ainda há todo o universo das profissões eróticas.  Acho que se eu fosse mais ingénuo do que já era na altura, ia pensar que ser massagista, canalizador ou entregador de pizas eram as profissões mais sexuais de toda a historia da humanidade, realmente uma mulher não deve encontrar nada mais erótico que um carteiro ou um entregador de pizzas.
 Para culminar, as gajas eram todas jeitosas – cara de badalhoca à parte, na altura sinceramente acho que nem via a cara – e serem bastante pouco selectivas no que toca à escolha de parceiro (really).
O que lhes interessa lá é que haja um pirilau para se meter nos diversos orificios.
Ora para mim e para todos os jovenzinhos com as hormonas a pulular de antecipação a vida adulta apresentava-se promissora.
Claro que depois a dada altura somos confrontados com a realidade e cataploft, lá vão os sonhos de uma existência de copulação infinita com gajas mamalhudas que são todas umas insaciáveis.

Se a pornografia arruína a vida de muitos rapazinhos por este mundo a fora, temos por outro lado os diabólicos filmes da Disney.

A Disney é vista por todos como uma corporação familiar que vende entretenimento infantil, mas a verdade é que a Disney cria por todo o mundo muita mulher desiludida cos homens.
Desde sempre vi filmes da Disney, e consigo extrair informação muito interessante sobre as mensagens que se transmitem às crianças que vêm esses filmes.
Começa tudo com uma rapariguinha muito linda (e provavelmente menor) que tem uma vida infeliz ou medianamente feliz, mas que passa por diversas peripécias.
O que é verdade é que a dada altura aparece um príncipe – que é geralmente o bonitão do pedaço e é todo perfeitinho e renhéunhéunhéu – e que a conquista imediatamente.
a disney ensina portanto que os gajos feios nunca se hao de apaixonar por elas. é só esperar que aparece um bonito.
E aprendem com os filmes da Disney que há amor à primeira vista.
Se no porno é um greet and fuck, nos filmes Disney, é um greet and marry. Sim, dão um beijo ou dois o filme todo, e passada uma hora e meia já se casam. Serei eu a ver alguma coisa de estranhamente desesperada nesta estratégia?
Depois acaba tudo com um viveram felizes para sempre. Nunca se sabe se o príncipe mais tarde encorna a princesa com a governanta velha ou com o bule falante, ou se  gosta de arrear na princesa depois de ficar alcoolizado enquanto vê a bola e come tremoços. Vamos acreditar antes que eles acabam felizes para sempre, porque verdade seja dita, o príncipe é que se lixa agora se se divorcia e perde metade das coisas. Nunca se sabe se a cinderela não lhe queria dar o golpe e fugir com a fada madrinha para uma escapadela lésbica em paris.

Ainda não viram a relação?
O Porno e a Disney mentem descaradamente às gerações mais novas.

Meninas, não há príncipes encantados que se apaixonem por vocês e se queiram casar numa semana. Se houver… tenham medo, comprem um spray pimenta e pensem em mudar as fechaduras.

Meninos, as pegas insaciáveis não existem. Quer dizer, existem aquelas pobres desgraçadas que são ninfomaníacas. E suspeito que vocês não queiram namorar com uma ninfomaníaca. Pelo bem da vossa genitália.

[A ouvir: Every Girl Like Me - Sugarland]
[Humor: Malicioso]

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Calendar May 25, 2011 17:17

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Apenas em Portugal se Processa um Pipi. possuo pouca paciência para pessoas parvas porra! (ai tantos pês num título)

Verdade verdadinha, aproximadamente 75% dos blogs femininos da blogosfera portuguesa (que sinceramente é da única que posso falar com conhecimento de causa), se não forem mais, têm como intuito dizer aos leitores no geral uma – ou todas- das seguintes:
1.       Óh pra mim, sou uma gaja tão realizada a nível amoroso, com um namorado mais doce que suspiros encharcados em leite condensado.
2.       Óh pra mim, sou uma tão irreverente e despreocupada com as convenções sociais, para além do mais sou uma badalhoca.
3.       Óh pra mim, sou uma gaja tão rica, que posso andar todos os dias às compras para preencher um qualquer vazio que tenho cá pra dentro, e esfregar-vos as compras na fuça tendo como desculpa o blog.
E não tenho nada contra – quer dizer, não me apetece começar a dizer o que tenho contra senão o post muda de tema – e corre tudo Às mil maravilhas enquanto estes 75% da população blogosférica pensam que dão um grande contributo aos neurónios dos leitores ao falar das cuecas da women’s secrets que comprara (okay, mau exemplo, porque há por aí muito taradãoque até usa esses posts para fins mais… coisos) ou de como estão in love pelo xuxu (em 8654354 posts seguidos). A porca torce o rabo quando alguém resolve chamar os bois pelos nomes – passo a expressão, não estou a chamar ninguém de vaca. Sei lá, isto das personalidades susceptíveis…

E aqui aquela jovenzinha fofinha e amorosa que posta sobre sapatos e vernizes com o mesmo empenho que os senhores do peso pesado fazem exercício físico, mostra o seu dark side.
Para quem não conhece a pipi, aqui fica o link só para se situarem.
Não vou fazer um caso de defesa À pipi… porque sinceramente não é preciso. A pipi satiriza posts totós, isto muito resumidamente. E pelos vistos isto não agrada a algumas autoras, que já querem processá-la por difamação, ou lá o que é.

E o que eu leio imensas vezes no meio dessas acusações sentidas – muito ao nível da criancinha que foi gozada por ter rasgado as calças na aula de educação física – é que o blog da pipi é um hate blog.
E eu fiquei assim um bocadinho confuso, porque lendo o blog da pipi, não vejo propriamente ali muito “hate” naquele blog. vejo sátira, vejo comentários bastante mordazes sobre coisas que pelos vistos foram feitas para receber o típico “ai pois é, tens mesmo razão sodona blogueira, que lindo post”. Eu não vejo a pipi a atacar os bloggers que escrevem os artigos, não a vejo a dizer que a pink candy tem herpes genital por ser uma badalhoca, nem a dizer que a não sei quantas é cleptomaníaca porque tem falta de amor próprio. Quanto muito poderiam queixar-se de.. sei lá, ela lhes atacar o património cultural (LOL), mas mesmo assim… mnhe.

E eu estou a falar disso, porque essas criaturas evoluídas que querem processar a pipi por andar a fazer coisas profanas na internete, pegaram, fizeram um blog e comentaram em todos os seguidores da pipi que têm um blog. e pelos vistos o blog tinha não sei o quê, e sinceramente nem vi porque não estava em casa, e acho que não perdi grande coisa porque o blog já foi à vida.
Faz me um bocado de impressão ver que as jovens que se autointitulam de muito capazes mentalmente, e de muito indiferentes ao que dizem delas (que tecnicamente acaba por nem ser nada de muito concreto), estalam o verniz – comprado na zara a 5€, cor fuscia caramelo –e fazem estas figuras.
Cá pra mim, gabam os namorados maravilhosos, mas eles não lhes estão a dar conta do recado, daí esta dificuldade em perceber que um blog é…. Um blog?

PS: E eu ia fazer outro post, mas apeteceu-me mesmo falar disto. desculpem lá os que estavam À espera de uma coisa menos coisa, e mais coisa.

[A ouvir: Play On - Carrie Underwood]
[Humor: Meh]

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Calendar May 24, 2011 18:06

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O outro não percebe as mulheres, eu não percebo os rancores

Nunca me dei ao trabalho de perceber os rancores.

Não é – totalmente – porque ache o rancor um sentimento mesquinho, nem por nunca me ter passado na cabeça tal sentimento…Talvez mais porque não tenha muita paciência para os acumular. Cansam-me demais para sobreviverem dentro de mim mais de dois dias seguidos.
Rancores para mim sempre foram – e continuam a ser – gasto desnecessário de energia e células cerebrais. Não consigo ver sinceramente qual é o ganho que podemos ter com eles. E sim, eu vejo em tudo uma possível relação comercial, com ganhos e perdas. E guardar ressentimentos de alguma coisa que já passou – por pior que seja – não me parece uma coisa nada terapêutica ou saudável, ou sequer agradável

Sou muito adepto daquele mote “perdoar mas não esquecer”, em favor do nunca perdoar, mesmo que se esqueça o motivo do possível rancor, e podem usar logo toda aquela desculpa de “Ah e tal tu ainda és um franganito na flor da idade, ainda não viste nada”, mas cá pra mim na vida hão-de haver sempre coisas desagradáveis que acabam por nos acontecer, e sapos que temos que engolir, não interessa a idade, ou a experiencia de vida. E a vida são dois dias, que me recuso a desperdiçar a pensar no que me fizeram enquanto sinto pena de mim mesmo.
E o rancor é isto mesmo. Uma maneira de evitar o confronto enquanto se largam algumas centelhas de ódio para cima de uma alminha que nos tenha feito algo que não nos tenha agradado por demais.

A parte que me confunde em guardar um rancor é exactamente toda a parte de o ter guardado. Podemos exteriorizá-lo de diversas formas, mas acaba por ser uma espécie de iceberg de ódio, do qual só se vê a pontinha enquanto o resto está no fundo, bem escondido.
Não é muito mais fácil enfrentar toda a situação que nos tira a paz de espírito em vez de a ficar a remoer vezes e vezes sem conta? Nem digo para se armar um  barraco de todo o tamanho e arrear na pessoa contra a qual temos o problema, mas sei lá… exteriorizar parece-me tão mais saudável…

Não estou a dar lições de vida, nem reprovo quem guarda rancores, mas é uma coisa que não consigo fazer, faz-me uma certa comichão acumular desagrados e não os despejar logo na hora.

Há uma frase bastante sábia que diz “se a vida te dá limões, faz limonada” e se vocês forem esperticos, pegam na limonada, misturam água, abrem uma banca e ainda lucram com isso.
Quando alguém nos faz mal, em vez de ficar À espera que o karma se encarregue de retaliar, ou remoer todo o aspecto desagradável das situação, o melhor é ver de que modo nos pode ser proveitoso tudo isto, nem que seja através de toda aquela lenga lenga do crescimento pessoal.

E vocês?
Já alguma vez guardaram rancor em relação a alguém?
São pessoas de rancores fáceis?
Modos de lidar com um?
Toca a ler comentar subscrever e gostar no facebook gentes!

[A ouvir: Hurting me now - SIA]
[Humor: Extasiado]

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Calendar May 23, 2011 17:41

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Aquela vez em que o Ricardo disse Bye 5 ao Hi 5


Eu sou daquelas pessoas que fica meses sem limpar as caixas de e-mail do Hotmail, e então aquilo é às centenas de e-mails de cadeia e por aí. Hoje enquanto conferia os e-mails, deparei-me com um do hi5. Uma espécie de actualização de amigos ou algo o género.
A reacção foi mais ou menos semelhante á de quando encontramos na rua alguém que nos conhece, mas que nós quase não nos lembramos de conhecer.
Não entrei numa daquelas sessões de nostalgia. Preferi entrar mesmo no hi5.
E foi basicamente entrar numa máquina do tempo.

Há… 5/6 anos atrás, o hi5 era a febre. Toda a gente tinha um. Era ainda pior que o facebook, porque toda a gente tinha um hi5 e não havia cá os “ah e tal eu não quero saber de ai faives pra nada que isso é coisa de desocupados e delinquentes” Como há agora para o facebook. Aliás, acho que na altura o elitismo ainda nem era uma coisa muito recorrente. Era mesmo o efeito rebanho no seu melhor.

Ora bem, depois de umas 3/4 tentativas falhadas de me lembrar da password, lá consegui entrar.
E lembrei-me imediatamente de porque é que na altura me enjoei daquilo. Toda aquela interface pesada e cheia de inutilidades – ainda mais do que o facebook – e sparkles e publicidades em todos os cantinhos disponíveis fazia-me imensa confusão.
E o hi5 tentou melhorar.
Eu sei que tentou. Até fez uns upgrades, meteu mais coisas inúteis e encheu mais a página de informações desnecessárias, como uma tentativa de sobreviver ao fenómeno facebook.

Não metia lá nada desde 2009 – mesmo tendo deixado de lhe mexer em meados de 2008 – e escusado será dizer que estava completamente às moscas.
Foi basicamente como se o fim do mundo tivesse chegado ao hi5 há uns 3/4 anos, e tudo tivesse congelado naquele momento.
É nestas alturas que se consegue ver imparcialmente como funciona uma rede social, quando ela já não está a funcionar a 100%.
Dos 147 amigos que tinha, aproximadamente 80 eram avatares – contas inexistentes – e dos outros 67 só conhecia aproximadamente 10.
O que é uma coisa bonita.
Não sei se alguma vez foram a um cemitério à noite, mas é basicamente a mesma coisa que entrar no hi5. Com um bocadinho mais de inovação tecnológica, mas com a mesma mortandade cerebral. Em vez de uma rede social temos um velório de conversas já esquecidas e de memórias não tão valiosas como isso, misturadas com toda uma sensação de inutilidade latente.
Não consegui deixar de sentir aquela nostalgia patente ao contacto com a primeira rede social. Afinal, o hi5 surgiu quando a internet ainda era assim uma coisa a que nós jovens não tínhamos lá muito acesso, uma espécie de BI cibernético às nossas irreverências.
E foi com o hi5 que aprendi o que era uma rede social.
E foi no hi5 que durante uns meses fui amigo da Rita pereira (mesmo que se ela me vir na rua não vá saber quem eu sou, nem tenhamos falado uma única vez).
Foi no hi5 que fui perseguido pela primeira maluca que engraçou comigo, uma tal Diana não sei das quantas que me chamava de príncipe dos olhos verdes dela e me contava os sonhos eróticos lindos que tinha comigo, depois de me tentar adicionar como amigo 50 vezes e de querer marcar encontros comigo (se não tivesse cara de psicótica quem sabe, talvez eu estivesse a esta hora preso nua cave em Espanha a ser explorado sexualmente, ou a trabalhar numa minha clandestina)
E foi no hi5 que percebi que os amigos não se medem pelas redes sociais.
E depois de todas estas considerações todas, e de ver todas as fotos antigas e os comentários pré históricos às mesmas, resolvi apagar a minha conta.
E embora sendo uma decisão relativamente fácil, foi como quando deixo a cadela no quintal à noite e ela me faz aqueles olhinhos de quem quer entrar. A derradeira arma secreta do hi5 foi lembrar-me de tudo o que poderia “perder”:
Perdes os teus amigos (“amigos” com os quais não falo há anos)
Perdes todas as tuas fotos (que tenho todas em discos diferentes)
Perdes os teus comentários (Ahm… wow)
Perdes os teus pokes (… Não há um argumento melhor hi5? É que assim já me pareces desesperado)

E tenho a sensação que quando carreguei em “encerrar conta” se ouviu baixinho na internet um “não me abandonem, eu ainda consigo ser popular” que o hi5 me deitou já conformado com o abandono.

E vocês?
Redes sociais... como é que elas se tornam em cemitérios virtuais?
Têm conta em alguma rede social que nunca usam?
No hi5?
Já apagaram alguma conta numa rede social em desuso?
Alguma coisa a acrescentar?

[A ouvir: Invited - Triplexity]
[Humor: Feliz]

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Calendar May 22, 2011 08:45

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Perguntas de Fim de Semana XXII



Qual é o palavrão que mais usam?
Dizem muitos palavrões?
Quando é que os dizem?
Já alguma vez disseram um palavrão numa altura completamente desapropriada?


Vá, toca a ler comentar subscrever e gostar no facebook, que eu vou tratar agora de todos os comentários destas duas semanas. Bom fim de fim de semana xD


[A ouvir: Lose control - Keri Hilson]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar May 21, 2011 12:58

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O último post da blogosfera portuguesa. (e quiçá do mundo)

Okay, é uma pouca vergonha.

O mundo vai acabar hoje às seis horas.
Yah, não sabiam?
Tipo larguem tudo o que têm a fazer e peguem nas novenas, paniquem e fujam para bem longe – embora ache que se o mundo acaba isso não interessa lá muito, whatever – que desta vez é a sério.
Esqueçam daquela vez em que era para ter acabado quando foi o fim de ano em 99. E aquela vez em que nossa senhora de Fátima disse que íamos todos pelos ares em 2001. Desta vez é que é.
Ora bem, eu acho isto tudo muito mal.

Para começar, não fizeram um aviso formal á população. Podiam ter avisado na metereologia tipo “no Algarve vamos ter um dia solarengo até às 6 horas, instante a partir do qual se vão sentir vagas fortes de destruição divina e sangue e nhenhenhe”. Assim as pessoas sempre podiam panicar como devia ser.
E depois, como se não bastasse não há “dress code”. Não dizem se devemos usar cueca azul como na passagem de ano, ou se uma vermelha serve, nem se podemos levar chinelas, nem se é possível usar óculos escuros no momento do cadabum.
E acho isto mal, porque eu sou uma pessoa com imensos afazeres importantes para a humanidade e fiquei a saber disto ontem via youtube por um senhor evangélico de discurso completamente fiável, e hoje, o ultimo dia da terra, fui ao shopping comprar a prenda de anos da minha mãe (não vá o diabo tecê-las)… e nas duas horas que lá estive não encontrei nada que se enquadrasse à ocasião. Para piorar a situação, pelos meus cálculos não chego a provar o bolo de chocolate que trouxe para cantarmos os parabéns.
E agora nem tenho doces para comer enquanto choro as minhas mágoas, nem tenho toillette para quando isto for tudo para o esbeléléu, queria ir todo pipi, em vez de ter vestido um simples pijama dos ciganos e os pés descalços.

Podia começar aqui a queixar-me que não queria perder as pessoas todas de quem gosto muito e aquela lamechonice toda, mas fico muito mais angustiado por não saber com quem é que a Ana Júlia da nova novela da TVI vai acabar, visto que o fim do mundo não vai permitir que exibam os 50798 episódios programados para exibir.
Nem vou saber quem ganha o peso pesado.
Nem vou fazer um piercing no testículo direito.
Nem vou pintar o cabelo de roxo escuro com nuances azuis.
Realmente, isto é tudo uma grande falta de organização.
E se eu agora tivesse que ir a alguma festa importante? Desmarcava? Dizia “Nah, afinal vi aqui na agenda, já tinha um fim do mundo programado”
É uma pouca vergonha isto. 
Não há de o país estar em crise.

Vá e vocês do que teriam pena se o mundo acabasse?
de não ganharem o concurso do programa da Júlia pinheiro?
Toca a comentar e a ler.... quer dizer, se ainda forem a tempo... xD

Edit: Ok... sinto-me intrujado! afinal nada! tsc tsc! lá ficou uma pessoa mais pobre

[A ouvir: Hold my heart - Sara Bairelles]
[Humor: Divertido]

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Calendar May 20, 2011 17:10

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Feminista de ocasião

No outro dia estava a ver TV e passa um anúncio de um seguro da “Ok teleseguro”.
“Uau, que interessante Ricardo” pensam vocês.
O anúncio era a um seguro… para mulheres.
E se a principio aquilo não me disse nada – fui comer o belo do gelado e caguei-me prá publicidade num piscar de olhos – mas quanto mais vezes via o anúncio mais confusão me fazia.
E não percebia porquê, até começar a falar com uma amiga de igualdade de sexos.

É assim, eu sou totalmente a favor da igualdade de sexos. Acredito que já se tenham feito imensas injustiças com base em preconceitos sexuais. Mas caminhamos para aquela lenga lenga das Mesmas oportunidades, mesmo valor nhenhenhe e vira o disco… e acho muito bem que hajam por este mundo a fora mulheres (e homens) que lutem por isto.
O que eu não suporto de maneira nenhuma é quando entra o duplo padrão.
Vejamos a individua H. A H é uma mulher feliz e segura de si, que vive a sua vida de forma muito regrada e tranquila. E a H auto-intitula-se de feminista. Acredita que as mulheres devem ser todas tratadas exactamente da mesma maneira que os homens (agreed) com os mesmos direitos e os mesmo deveres. A H diz que se deve exigir ser tratada da mesma forma que um qualquer gajo, porque as mulheres são tão ou mais capazes que os homens (agreed).
A H não sai com gajos que não lhe paguem o jantar e a entupam de prendas.

Waitwhat?

Sou só eu a ver aqui uma discrepância?
O mal nem seria nenhum, se fosse só a H. mas a H é só um exemplo fictício do que cada vez mais ai anda. As pseudo feministas de trazer no bolso. Aquelas senhoras que defendem que têm tanta capacidade de chefiar uma empresa como os seus colegas homens, mas depois arranjam um homem que lhes mude o pneu, porque são umas laides. As mesmas gajas que defendem que um homem deve ver a mulher como um igual, mas que vêm como uma mulher bem sucedida aquela amiga que se casou com um gajo podre de rico, que lhe paga o cabeleireiro e lhe oferece férias em cancun.
Ok, uma coisa é um gaijo ser cavalheiro e prontificar-se a dar a carteira, e a mimar a sua mais que tudo quando acha que sim… outra coisa é esse cavalheirismo ser visto como uma obrigação e um dado adquirido.

E esse duplo padrão irrita-me. Porque não é muito justo o que estão a pedir. Se por um lado querem igualdade, por outro lado querem que essa igualdade não seja de todo igual. Querem ter o cargo do ken, mas ser tratadas como uma barbie.
Deviam rever um bocadinho os vossos conceitos, porque no fim são quase sempre estas feministas de algibeira que acabam numa ladies night a enfrascar margaritas (ou cosmos, que é tão mais chic) a lamuriar-se “onde é que estão os homens decentes?”.

E vocês?
Já conheceram muitas mulheres assim?
Não acham que este tipo de atitudes atrasam ainda mais toda essa luta pela igualdade de género?
LeitorAs, acham-se feministas? façam o teste aqui
Vá, toca a ler comentar e subscrever. Este fim de semana respondo aos comments desta semana e aos da outra (que já tinha respondido mas o blogger fez o favor de apagar a minha resposta a todos eles -.-)

[A ouvir: E.T. - Katy Perry ]
[Humor: Venenoso]

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Calendar May 19, 2011 17:48

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Hoje eu sou (I)... Ricardo o Blogueiro fashionista

Como qualquer blogueiro fashionista de vez em quando eu deparo-me com dilemas hercúleos.
Tenho que ir a um casamento, e ainda não decidi que roupa usar. ajuda?
Com um autobronzeador do continente
fico mesmo a parecer um preservativo de sabores.
épico.

Há qualquer coisa estranha neste Look...
Hum....
AH!
são as botas.

Hum... acho que este vai ser o fato do noivo, senão era o que levava.
é tão discreto e adequado a ocasiões especiais!

o fato da direita fazia com que os meus olhos se destacassem né?

Adoro o contraste de cores,
parece mesmo uma publicidade a ausónia!
Como pessoa elitista e de gostos refinados que sou escolhi os modelitos mais in né... como qualquer fashionista que se preze. deixo as gentalhas com as Pull&Bear, stradivarius e bershkas (ou whatever).
Alguém me salva desta dúvida?
Realmente alta costura é outra coisa.
É difícil ser um fashionista!

(Só porque me apeteceu avacalhar com as pessoas super in e super rónhónhós)

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Calendar May 17, 2011 17:27

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Desmistificando a Foda de boca

Eu ainda sou do tempo em que o sexo era tabu.
Mas pronto, tal como as cassetes VHS, os pudores – verdadeiros – de falar no sexo caíram por terra qual pardalito que levou com uma chumbada por azar num dia de caça.
E também já não há aquela coisa de serem mais os gajos a falarem do treco lareco, enquanto as madamas falam da novela das 8.
E a verdade é que toda a gente fala um bocadinho aqui e outro ali.
E depois há os que falam um bocadinho maior.

Ok, vou ser sincero, a culpa é da Rosa cueca que postou isto, e deu-me a ideia (espero que ela não se importe).
Como boa que sou, geralmente as pessoas gostam de me contar a vida toda delas. E quando digo toda, digo mesmo TODA. E – para meu grande desprazer – essas alminhas realizam muitas vezes a foda de boca.
Não gentes, não estou a falar de sexo oral… quer dizer tecnicamente estou. Pronto, é mais sexo verbal.

A “Foda de boca” consiste basicamente numa espécie de partilha de historias… só que neste caso são do foro seqçual. E a verdade é que eu podia escrever um livro erótico baseando-me nas histórias que me contam sem eu pedir. Basicamente é uma pormenorizada descrição da contabilidade dos “países baixos” de quem incorre nessa prática, com saídas e entradas todas muito bem discriminadas.
A verdade é que toda a foda de boca se assenta em 3 princípios básicos:
·         Exagero, always: ora, se “quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto”… quem conta uma queca acrescenta-lhe um orgasmo… ou 10 centímetros a mais… ou mais uns minutos de duração… ou preliminares… é à escolha do freguês… quer dizer, tecnicamente é a escolha do vendedor, que o freguês leva com a história quer queira quer não. No fim elas romantizam tudo e eles pornografizam tudo. As simple as that.
·         Grafismo a todo o vapor: Um simples “peguei no meu Zé e fomos dar uma rapidinha nos provadores da zara, com uma velha gorda no provador do lado a experimentar saiotes” não chegava. Nããão. Têm sempre que acrescentar detalhes que ficam (invariavelmente) gravadas a ferro e fogo na minha memória visual e auditiva. Isto não é a revista Maria meus amores, é a vida real, e eu não quero saber as posições que dão para fazer em cima do lavatório da avó. Se quiser saber, é por experiencia própria.
·         Enaltecer das qualidades(?) do próprio individuo e do parceiro: “Eh pah, a Y grita bué quando lhe meto * linguagem menos própria*, até os vizinhos ouvem. Isto NÃO É BOM PARA NINGUÉM! Especialmente para mim, que qualquer dia tomo café com a Y e não vou conseguir parar de a imaginar a mandar gritos ao estilo soprano. A sério. Nem quero saber das humidificações de ninguém, ou de quão dura estava a verga. Poupem-me os detalhes.

E nunca está nenhum deles em falta. Sempre que apanho uma foda de boca de alguém tem um bocadinho disto tudo.
A verdade é que quanto mais panhonhas eles forem e mais sonsinhas elas forem, mais prováveis são as histórias rocambolescas sobre a dança do Canguru perneta, e mais probabilidade há dessas histórias serem fruto de demasiada exposição a revistas eróticas e derivados, ou a maratonas demais do sexo e a cidade.
Já dizia o outro... cão que ladra não morde. deixo a adaptação a vosso critério

[A ouvir: I dreamed of you - Anastacia]
[Humor: Cáustico]

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