Calendar August 19, 2011 16:56

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Não colem no mural, não façam like, não poluam o facebook

Aviso parental: este post deveria conter palavrões comó caralhete, mas não contém. O que não me impede de os imaginar, por isso se sois facilmente impressionáveis, fechai a janela.
O facebook tem coisas muito boas. Nem sou hipócrita para passar lá horas e depois dizer aqui “ah e tal o facebook é uma merdunfa e só me arrependo de ter uma conta e nhenhenhe”, quando o problema está mais nas pessoas. 
As pessoas que se lembram de fazer coisas idiotas para passar o tempo, ou como eu gosto de dizer, poluição de redes sociais.
Por favor cola no teu mural:
Ultimamente há uma nova moda, a das mensagens em corrente por tudo quanto é rede social.
Não sei muito bem de onde é que isso surgiu, mas algures no mar de utilizadores responsáveis, uma alminha pensou “Ai pah, já cocei muito a micose... que mais há para inventar? AH já sei! Vou fazer uma mensagem aleatória e dizer aos utilizadores para colarem nos murais”. E infelizmente pegou. Não sei muito bem qual é o propósito, mas pegou. 
Há uns dias estava eu no meu facebook, quando vejo a seguinte mensagem: 
Se gostas de não sei quê e não sei das quantas e segues os teus sonhos (peço desculpa por
não ter decorado tal chorrilho de idiotices)
cola isto no teu moral.”
E eu nem tive tempo de ficar perturbado como deve ser, porque mais 3 pessoas colaram a mesma mensagem. Ora bem, ou estamos numa era de interacção social tão avançada que as pessoas pegam e colam coisas à moral (nem sei como) ou então as pessoas estão tão desocupadas e são tão inteligentes que nem se preocupam em corrigir uma porcaria dum erro básico que uma criança retardada com a quarta
classe consegue detectar.
E irrita, porque este é só um exemplo, há muitos mais e piores.
Eventos espectacularmente inúteis
A sério, quem é que teve a brilhante ideia de criar eventos como “Mandar a Moodys à merda”? É preciso marcar? Ou então “vamos fazer justiça pelo cão queimado” que é por causa dum cão que foi queimado vivo pelo dono (tadito). Mas e depois no dia faz se o quê? 
NA-DA.
Então qual é o propósito? É a mesma coisa que eu agora organizar uma colheita de gambozinos, o resultado é exactamente o mesmo. Eu sei que às vezes a intenção é bonita e nhenhenhe, mas é um bocadinho
como os abaixo assinados, servem só em teoria, na prática raramente fazem alguma coisa.
Não vamos pagar!
É oficial , foi visto na TV , o Facebook vai começar a cobrar este Verão . Se copiares e colares isto no teu mural , o teu ícone ficará azul e o Facebook estará livre para ti . Por favor passa esta mensagem.”
(isto foi copiado dum post duma amiga minha de quem eu até gosto muito)
Ora bem minhas grandes bestas... a porra do facebook não vai cobrar porra nenhuma que caralh*! De mÊs a mês alguma pessoa lembra-se de partilhar esta pérola de sabedoria popular. Já li isto sobre o hi5, sobre o orkut, sobre o hotmail, sobre o msn, sobre o gmail, sobre o facebook, e as pessoas não deixam de ser otárias para pensarem “ah, o melhor é pegar nisto e colar, sabe-se lá se eles não cobram”. NÃO SEJAM AVANTESMAS.
Gostem,
é por uma causa!

Se alguma vez conheceram alguém que mereça uma chapada, façam “gosto” “
Okay, eu sei que não é assim, mas a versão original é enorme e eu não me lembro. Mas de qualquer maneira... se conhecem pessoas que merecem chapadas... têm mãozinhas certo? Então, dêem vocês mesmos? Ou acham o quê? Que a pessoa em questão vai ler o vosso status e vai pensar“eh pah, realmente mereço uma chapada, vou ali dar com um cinto nas costas até ficar em sangue, como penitência” Tá bem -.-
Amigos
“porque Sim”
Há uns meses uma rapariga que eu não via há 8 anos adicionou-me no facebook como amigo. Nunca me dirigiu a palavra para nada, e estão muito enganados se eu vou andar atrás duma pessoa da qual mal me lembro. No outro dia vi-a na rua e ela viu-me a mim, e nem um olá. Serei eu a ver toda a estranheza de critérios naquele pedido de amizade?
Parece que nos pedem amizade só para aumentar o nº de amiguicos na conta, como se fosse uma competição. Ganha-se o quê de prémio? Uma vida social a sério?
E era de esperar que estas coisas fossem feitas mais pelas camadas mais novas, porque já se sabe como os teenagers são todos influenciáveis, mas não.
Por isso olha, colem isto no vosso mUral (graças ao senhor ainda escrevo
como deve ser):Pessoa, tu que coças a micose e não sabes o que fazer, vai ler o blog do Ricardo, que é um gajo porreiro. Faz “like” e ganhas um neurónio, ou uma couve pro farmville.

Vão ver como vai ser um sucesso.

[A ouvir: On and On -Agnes]
[Humor: Stressado]

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Calendar August 18, 2011 16:27

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Quem é o animal?


Conheci o tostão há 4 anos.
Apareceu nas redondezas de minha casa num verão.
Estava muito magro, quase lhe conseguíamos contar as costelas a 2 metros de distância.
O pêlo castanho claro estava cheio de carraças e feridas no lombo, e tinha bastante medo das pessoas.
De inicio encolhia-se cada tentativa de aproximação, como se temesse que lhe fossemos bater a cada estender de braços.

Comecei a levar-lhe comida todos os dias. Primeiro um ossinho ocasional, e quando dei por mim, acabei por ir mesmo de propósito às compras para ele.
E aos poucos ele começou a confiar em mim. Vivia num restaurante abandonado a 10 metros de minha casa, por entre heras e arbustos, mas como vivo num prédio, não o podia trazer comigo.
Cheguei a ir às escondidas durante o inverno dar-lhe banho no chuveiro da piscina. Se a senhora do condomínio sonhasse dava-me um tiro, mas o que é verdade é que as carraças foram todas á vida e passado um mês o tostão estava -relativamente - gordo e feliz.

Tornou-se o meu cão, mesmo que eu não pudesse ter cães.
Alguns dos meus vizinhos acabavam por também lhe dar comida, e a pouco e pouco era uma espécie de mascote do prédio.
E eu tornei-me o seu dono (em part time), mesmo que não lhe desse casa.
E fez parte da minha vida, seguia-me quando eu ia para a escola a pé, ia passear comigo nas noites quentes de verão e lambia-me todo cada vez que me ausentava por mais de dois dias.

Mas obviamente que isto não ia durar indefinidamente. A dada altura o tostão começou a ir dormir para cima dos carros dos meus vizinhos, e a riscar as pinturas… e tivemos que o ir entregar a uma instituição porque ele era muito grande para se ter em casa, e ninguém das redondezas o quis.
E este ano vão fazer 5 anos, e eu ainda sonho com o tostão ocasionalmente.
Espero que ele tenha conseguido uma boa família.
Espero que ele ainda esteja vivo e de saúde a mordiscar os sapatos do próximo dono.
Espero que nunca mais lhe façam as maldades que lhe fizeram.
Espero que os donos dele que o maltrataram e jogaram para as ruas tenham tido imenso azar depois disso.

Eu sei que isto é um cliché completo, mas infelizmente repete-se todos os anos nestes meses de Verão, e eu acabo sempre por me perguntar "quem é o animal afinal?".
Apelo a todas as pessoas que ponderam abandonar os seus animais de estimação agora na época de férias para não o fazerem, porque não são bibelôs ou mobílias velhas. São parte da família.
A Filipa partilhou num outro post sobre esta temática um link para a associação onde faz voluntariado, deixo aqui o link para quem estiver interessado.

[A ouvir: Suck My Kiss - Ultraviolet Sound]
[Humor: Cansado]

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Calendar August 17, 2011 17:11

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O verdadeiro GPS humano

A pergunta

A resposta

Por favor, não me venham pedir indicações.
É uma espécie de atracção quase magnética que eu tenho por turistas perdidos, nunca consegui decifrar porquê. Já me disseram que é porque tenho cara de gajo porreiro, e porque tenho cara de boa pessoa (pessoas simpáticas).
Claro que recebi esses elogios todos antes de dar as ditas indicações, porque tenho quase a certeza que depois me rogaram pragas indefinidamente enquanto davam voltas e voltas às rotundas de Albufeira.
Não é por má vontade nem por gozo (sim, porque há muitos conhecidos meus que dão informações erradas de propósito). É mesmo porque sou pior que uma ovelha cega.
Para começar fico extremamente nervoso – não no sentido de mandar as pessoas a sítios feios, é mais um nervoso “Acho que vou dizer merda” - e uso muito as expressões “é já ali” ou “vá sempre em frente”. E eu bem tento explicar bem as coisas. Mas nunca passa de tentativas, que reparo estarem totalmente erradas (como já me aconteceu mandar uma pessoa na direcção oposta à praia, e só me aperceber meia hora depois)
Até já cheguei a simular sotaques para dizer “não sou de cá, não sei” a ver se as pessoas deixam de vir, mas não. Acho que é karma.

Acho que já desde pequeno tenho um grande sentido de orientação (vide imagens para comprovar)
É engraçado como Eu sei apontar num mapa aonde fica Beijing ou o Cairo, mas como até há dois anos atrás pensava que Setúbal ficava no Alentejo e que Tavira era ao pé de Sintra.

Lembro-me perfeitamente de ir no carro para o Alentejo, nas férias de Páscoa e virar-me para os meus pais com os olhos a brilhar e perguntar “Já chegamos ao Alentejo” quando estávamos perto de Beja. E quando eles respondiam “já estamos no Alentejo” eu muito indignado dizia “Não, ao Alentejo da avó!” Daí já dava para ver o quão promissor seria o meu futuro no que toca a orientação geográfica.
Por exemplo, vivo na minha casa actual há 11 anos, e a grande referência que tinha para dizer às pessoas onde vivia era.... o circo. Durante anos o circo fazia os espectáculos de verão a 10 metros de minha casa, por isso sempre conseguia explicar onde morava. O que foi agradável, porque o circo deixou de vir para aqui e demorei quase dois anos a achar um novo ponto de referência.
Não é que tenha um sentido de orientação muito má, eu sei ir dar aos sítios... eventualmente. Posso andar às voltas e ler plaquinhas e ir ao google maps, mas acabo por ir dar ao destino (como quando vim para casa no 1º dia depois da universidade e não conhecia faro e fiz um desvio de 2 quilómetros para a estação que estava a 500 metros da paragem de onde tinha saído).
Mas isto serve para mim, não serve para os senhores turistas que querem ir para a praia do não sei quantos (eu sei lá os nomes das praias) e querem saber o caminho mais longo.
Se me virem perto da estrada não se admirem se vos responder “No hablo Português”, sou eu a tentar poupar-vos o trabalho.
E também o giro das férias é descobrirmos por nós mesmos, mexam o cu e procurem.

E vocês?
Perdem-se com muita facilidade?
Quando vão de férias dispensam o GPS e pedem indicações?
Vá toca a comentar, ler subscrever e gostar no facebook.
Ah, e não se esqueçam de votar.

[A ouvir: Lean On me - Bill Withers]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar August 16, 2011 17:25

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Dúvidas existenciais do Ricardo I


Será que há mais pessoas a comprar isto para fazer aeróbica ou para se masturbarem?
Porque é que está sempre um homem nestes videos?
Fazer aeróbica de roupa interior aumenta alguma coisa para além do volume cuecal do homem na fila de trás?
Serei só eu que tenho vontade de rir a imaginar-me sozinho na sala a imitar o que eles fazem no video?

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Calendar August 15, 2011 11:40

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A maldição das fotos de Passe

“Preciso de um documento de identificação, por favor”
Esta frase paralisa-me quase sempre, porque geralmente isso implica ter que mostrar o BI (Bilhete de Identificação) que tem a foto mais horrorosa que já tirei em toda a minha vida lá estampada, e que ainda demora dois anos para expirar de validade.
E a verdade é que não sou o único, aliás, longe disso. Até hoje ainda não conheci ninguém que consiga ficar bem nas fotos para os documentos de identificação (BI, cartão de cidadão, passaporte, e por aí), nem mesmo as pessoas mais fotogénicas.
Parece que há uma espécie de maldição que abrange toda a gente que vai tirar fotos de passe.
É como se alguma entidade sobrenatural se encarregasse de saltar para dentro da máquina e fazê-la disparar no pior momento possível, dando origem às mais variadas fotos de passe de meter medo ao susto.
Penteia-se o cabelo, treina-se o sorriso, estreia-se uma boa camisa, tem-se uma boa noite de sono para disfarçar as olheiras... mas o resultado final fica sempre desastroso.É irritante, porque se nas fotos “normais” até fico relativamente benzinho (a tender para o mais ou menos), nas fotos de passe... let's not talk about it.
  • A trombose – Começa com o fotógrafo a dizer: “Vou disparar aos 3. 1 … 2... click”(nunca chegam ao três, incrível) e quando se vê o resultado, temos um dos olhos semicerrado e o outro aberto, como se estivéssemos a sofrer um aneurisma ou a piscar o olho a alguém. O que é óptimo sempre que temos de usar os documentos para alguma coisa.
  • O cabelo rebelde – Na altura em que estamos a tirar a foto o senhor fotógrafo prefere omitir-nos que estamos todos despenteados, e acabamos por parecer alguma coisa como “tarzan meets hairgel” ou daqueles mendigos que moram debaixo da ponte e lavam o cabelo 2 vezes ao ano. Isto sem falar que podemos ter o azar de tirar uma foto de passe numa fase de mau corte de cabelo.
  • O sorriso infeliz – Sempre que dizem “Vá lá, dê um sorrisinho à câmara” há alguém que acaba a fazer um meio sorriso pavoroso. Parece que se está a acabar de descobrir que se apanhou herpes, ou que se deu um ataque súbito de diarreia nervosa a meio duma piada.
  • A gazela atropelada – Não sei se alguma vez viram um veado ou uma corsa ou uma gazela a olhar para os faróis acesos de um carro, mas há imensas fotos de passe assim. O flash é forte, e em vez de se fechar os olhos abre-se de espanto, e pronto, cara completamente retardada à borliu.
  • O toxicodependente – Às vezes os flashes destacam as olheiras, e se juntarmos a isso um sorriso enorme e uns olhos semicerrados, parece que temos um “tóxopendente” ainda sob o efeito de algum cogumelo mágico à espreita. O que é sempre um bónus quando se vai a uma entrevista de emprego. por exemplo.
  • O taliban – Esta é exclusiva para os homens. Hhá uma fase na vida de bastantes jovens em que eles pensam que barba e cabelo comprido é uma boa combinação... e depois parece que temos o bin laden ou o pai natal na foto. O que é interessante porque geralmente isso é uma fase que passa e depois ficam irreconhecíveis quando entregam os documentos.
  • O catálogo da Oriflame – Esta é exclusiva para elas. Há meninas que querem parecer mais velhas na foto do BI. Então vá de meter maquilhagem. O que nunca nem sempre resulta bem.
E podia continuar aqui com enumerações infinitas que nunca havia de dizer todos os tipos de más fotos de passe, por isso:
Digam-me, quais tipos de más fotos de passe conhecem?
Ficam bem nessas fotos?
Qual foi a pior que já tiraram até agora?
Toca a ler comentar e subscrever.
PS: eu respondo esta semana ainda aos posts da semana passada, tirei o fim de semana de folga de blog.
Bom resto de feriado.

[A ouvir: God's Got nothing on you -Thea Gilmore]
[Humor: Inspirado]

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Calendar August 12, 2011 17:45

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O segredo para o sucesso está num "super Bass" (Boobs + Ass)

Antes de mais nada, quero agradecer a todos os que me deram parabens, aqui pelo blog (aos quais vou responder ainda esta semana individualmente) pelo facebook e até a quem me ligou e mandou sms, obrigado pela atenção.
Peço vos antes de começar ainda mais uma coisinha, votem na votação por cima da área de posts, que gostava mesmo de saber a vossa opinião.


Era uma vez um estereótipo.
E esse estereótipo apregoava alto e bom som que mulher bonita é por acréscimo burra.
E as pessoas revoltaram-se – com imensa razão – com esse estereótipo e as mulheres bonitas começaram a ser (ainda) mais intelectuais para desmistificar a temática.
E podia ser uma história com final feliz, porque era provado que uma pessoa burra é burra bonita ou feia... mas não.
Alguém deve ter entendido mal e agora ter um bom par de mamas é o equivalente a ter muito talento. Se antigamente para se chegar a apresentadora de TV era preciso uma pequena especialização nas áreas de jornalismo e de comunicação social, agora umas pernas compridas e bem depiladas aliadas a um micro vestido fazem muito bem o serviço.
Acham que se a moçoila ali do vídeo fosse feia tinha sequer posto a pata num estúdio com aquela voz? Yeah sure.
Não que ache mal que se ponham mulheres bonitas em destaque... mas era muito mais agradável que o belo pacote que exibem orgulhosamente por tudo o que é lado, desde programas de horário nobre, a novelas e passando pelas dezenas de revistas masculinas – que se reproduzem de forma quase tóxica para se evaporarem quando as vendas caem a pique (talvez por meterem a Maya na capa em vez de uma moça com uns marmelos rijos e no prazo?) - tivesse algum conteúdo.
E elas seguem todas o mesmo trilho do sucesso. Modelo – Actriz – Apresentadora.
Não estou com isto a ser machista, visto que se passa o mesmo com os homens, embora numa escala muito menor e duma maneira muito descarada.
Abrem-se as portas às pessoas bonitas com uma maior facilidade. Os feios estão destinados a ficar no backstage enquanto as acéfalas de copa G (?) andam muito felizes e contentes nas luzes da ribalta por terem posado seminuas com uma banana na mão para uma “produção artística”
E isto faz-me impressão.
Deve ser da idade.

E vocês? 
Acham que as pessoas bonitas têm oportunidades infundadas?
Exemplos que vos irritem, algum?
Toca a comentar ler e subscrever!

[A ouvir: Robot Lover - Ultra Violet Sound]
[Humor: Guloso]

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Calendar August 11, 2011 07:44

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Parabéns a mim



E é isto.
Podia por uma música sentimentalona e agradecer a alguém e filosofar sobre o sentido da vida mas não me apetece.
Passou mais um ano.
E mais um aniversário com surpresas impagáveis e com demonstrações de carinho que me põem as pernas bambas.
E ao longo deste ano eu ri, chorei, errei, aprendi, ganhei amigos e eliminei pessoas que não prestavam da minha vida com um estalar de dedos.
E eu cresci mais um bocadinho, aprendi um bocadinho, diverti-me um bocadinho e fiz umas quantas asneiras.
E quero continuar a crescer e a fazer muitas vezes posts destes.
Parabéns para mim, e obrigado a todos os meus amigos e amigas. aos outros?
Um grande bem haja ;)

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Calendar August 10, 2011 17:37

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Ricardo, aquela pessoa sempre fresca, como uma alface do pingo doce


Se quiserem ter uma linda imagem mental, é imaginar o Ricardo a vestir-se ao som disto.
Ou a despir-se, já aconteceram as duas..

Daqui a nada faço anos, e lembrei-me de um episódio que de certa forma se relaciona.
Durante 3 meses fiz tratamento no centro de saúde com uma enfermeira, na altura do meu pós operatório, e a senhora, muito simpática e bem disposta perguntava-me a toda a hora “como vai a escolinha?” e “estás em que área?” e uma data de outras perguntas cheias de boas intenções, que a dada altura me começaram a cheirar a esturro.
Um dia qualquer virei-me para ela já a prever a resposta e perguntei com a cara mais séria que consegui exibir “Quantos anos acha que eu tenho?”, ao que ela muito pensativa se vira para mim e diz “praí 17 né?”.
Tinha 21.
Só tenho a dizer que foi impagável ver a cara da mulher, que até corou e me pediu desculpa, como se me tivesse ofendido de morte.
E situações destas são uma constante na minha vida.
Uma vez uma senhora de idade já avançada da aldeia da minha avó viu-me na rua, “Ai tão grande que ele está! Já estás em que ano filho? No 8º?” Tinha acabado de entrar na universidade.

Durante aproximadamente metade da minha vida, quis – como todas as crianças – parecer mais velho. As minhas ambições caíram por terra com uma velocidade catastrófica. Queria entrar à força no mundo dos crescidos mas era sempre visto como um “puto”.
E, o que foi inicialmente um belo golpe à minha puberdade mal assimilada, começou a tornar-se a pouco e pouco em algo divertido.
Porque ninguém nos previne quanto às caras das pessoas que apercebem que disseram uma burrada, ou aos pedidos de desculpas mais idiotas de sempre.
Acho que tenho aquela coisa do “espírito jovem”. Estou-me sempre a rir, não consigo queixar-me muito tempo seguido e não me zango com as pessoas, sei lá, não é nada científico, mas é a relação mais plausível que encontrei até agora.
E verdade seja dita se houve uma altura em que isto me incomodava, agora acho o máximo, e só espero continuar sempre a parecer 4/5 anos mais novo, que há por aí quem vá á faca por nascer com “maus genes”.

E vocês?
Já vos aconteceu alguma coisa do género?
Toca a comentar ler e subscrever ;)

[A ouvir: Moves like Jagger - Maroon 5  & Christina Aguilera]
[Humor: Calorento]

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Calendar August 9, 2011 16:47

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Sobreviver a um mau corte de cabelo



Eu gosto muito do meu cabelo. Mesmo sendo selvagem que só ele e não aguentando um penteado por muito tempo, por isso custa-me imenso quando algumas mãos que não as minhas o trucidam sem dó nem piedade.
Principalmente quando isso dá origem a um pequeno big bang capilar.
No meu caso especifico, ir cortar o cabelo é um bocado uma roleta russa, porque eles me tiram sempre os óculos, e eu não percebo nada do que se está a passar no espelho, só vejo cabelos a esvoaçar e tesouras e máquinas e giletes e mais uma parafernália de escovas e outros objectos a passarem-me em cima. O que me deixa às cegas sobre como é que fiquei até estar acabado... quando já não posso fazer grande coisa.

Ao contrário de uma má muda de roupa – que se troca por outra – ou duma má compra – que se pode devolver dentro de 30 dias e ter o dinheiro de volta- toda o fenómeno do corte de cabelo que corre mal acaba por ser uma coisa semi-permanente, pelo menos até o cabelo voltar a crescer (o que nunca é tão rápido como nós queremos).
E isto não é uma coisa “de gaja”, porque da ultima vez que verifiquei, temos todos cabelo – excluindo os carecas - o que nos põe todos no mesmo barco no que toca a perigos de um mau corte de cabelo. Isto sem falar que conheço muito marmanjão que se preocupa mais com a sua pilosidade do que elas.

Toda a gente que está a ler isto já teve um mau corte de cabelo - pelo menos - sejamos realistas.
Ou quiseram experimentar aquele corte que estava muito na moda, ou resolveram tentar imitar a chalize theron, ou acharam melhor ideia fazer um moicano para ter um ar mais bad boy... e quando a cabeleireira ou o barbeiro vos mostra o resultado final com um sorriso confiante, vocês apercebem-se que se calhar não foi muito boa ideia arriscar tanto.

E começa o pesadelo.
Sim, pesadelo, porque o cabelo é parte da nossa auto imagem, e se nós não gostamos do que vemos ao espelho, os outros muito menos gostam.

Há diversas técnicas para disfarçar, que passam por chapéus (que a dada altura denunciam que estamos a esconder qualquer coisa terrível debaixo da pala), lenços e carecadas (que acabam por dar azo a “ai coitadinho, estás com leucemia” dentre outras especulações ligadas a estados complicados de saúde) ou umas férias prolongadas na cidade de isolamento (o vosso quarto) pelo menos até deixarem de parecer um cruzamento entre um cão d'água e um cacto)... mas a verdade é que disfarçar também nunca resulta em nada.
Também podia dizer que o mais acertado é não se importarem com a imagem, porque o que conta é a beleza interior... mas eu não sou o Dr Phill nem a Oprah, e isto é o mundo real.
A melhor solução para um mau corte de cabelo... é comer gema de ovo, que dizem que faz crescer o cabelo. E rezar para que ninguém repare no desastre que se passa algures nas “terras de cima”.
Ou então aceitem o cabelo como está... afinal é só cabelo (yeah, sure)

E vocês?
Quando foi a última vez que tiveram um mau corte de cabelo? (eu nem me quero lembrar da minha crista)
O que é que fazem quando isso acontece?
Como reagem quando alguem próximo faz um mau corte de cabelo?
Toca a comentar, ler e subscrever, ah e de caminho, gostem no facebook!

(milésima vez hoje)---->[A ouvir: Moves Like Jagger - Maroon 5 & Christina Aguilera]
[Humor: Eléctrico]

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Calendar August 8, 2011 15:47

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Fui aos saldos e Sobrevivi

Nota 1: Este post não é um post estilo “Fui aos saldos e diverti-me imenso a comprar imensos autefites que agora vos vou mostrar em pormenor”. Se querem ler um do género, até vos aconselho uns quantos blogs, que o que não falta para aí são as “fashionistas” de levar no bolso.
 Se compram em excesso, são consumistas, não fashionistas (digo eu).

Os saldos nunca foram para mim uma Meca, Não compreendo aquele fanatismo quase religioso que há por parte de algumas pessoas, é quase como se fossem presenciar todos os anos a aparição de Fátima num qualquer shopping das redondezas.
Os saldos dividem-se em 3 fases: o 1º dia, em que há de tudo, e a probabilidade de levar socos e encontrões é elevada, só por estarmos no corredor errado à hora errada; os dias do meio em que oscilam os preços e as quantidades de artigos; O último dia, em que os avós vêm comprar peças de roupa para prendas de natal ou de aniversário, aproveitando as sobras que ficam pelos cantos das lojas de roupas.

E se a ideia de poupar alguns euros por comprar coisas em promoções pode realmente ser atractiva, a realidade deixa um bocado a desejar ao imaginário.
Para começar, as pessoas soltam o animal (ou será a besta?) interior e farejam por oportunidades ao longo da loja. “Com licença”, “bom dia” e “desculpe” são palavras que ficaram bem guardadinhas na mala de viagem, e são substituídas por grunhidos inaudíveis, porque nos saldos é a lei do mais forte... ou do mais mal educado.
Quando se consegue encontrar alguma coisa, a probabilidade de estar mal etiquetada, ou do tamanho ser errado e não haver mais nenhuma peça, é aproximadamente 70%.
Ou arranjo um casaco XS, ou umas calças XX, ou então é a cor que é errada e já não há mais. E estas pequenas coisas tornam a ideia de comprar em saldos em algo de extremamente motivante. Isto sem falar que a dada altura as músicas da lady gaga em tudo o que é loja começam a despertar a minha faceta assassina.

Nunca trabalhei numa loja de roupa (porque nunca calhou) mas acho que se trabalhasse, em época de saldos levava um taser (aquelas coisas que dão choques) e começava a electrocutar clientes. Porquê?
Porque ao entrar numa qualquer loja de roupa deparamo-nos com um cenário dantesco. É como se uma manada de búfalos montados por babuínos coléricos(e acho que verdade seja dita até nem foge muito à realidade) tivesse pegados nas prateleiras, e amarfanhado a roupa toda em enormes montes em cima dos expositores e tivesse fugido em debandada. Encontrar uma peça de roupa que me interesse no meio daquilo demora quase tanto tempo como o resgate aos mineiros chilenos. Pessoas, por favor, tenham respeito pelo trabalho dos empregados das lojas, sim?

E embora já tenha em alguns casos conseguido bons - okay, óptimos – negócios em altura de saldos, não consigo entender aquelas pessoas que ficam com aquele olhar esgazeado de felicidade a ver as montras enquanto ponderam sobre onde vão remexer de seguida. Parece que vão atingir o clímax por poder desarrumar coisas à vontade com a desculpa dos saldos.

E vocês? 
São aficionados dos saldos?
Qual foi o maior período de tempo que perderam às compras? valeu a pena?
Toca a ler comentar e subscrever, que eu vou jantar e responder aos vossos comentários em atraso ;)
[A ouvir: Shopaholic -Wideboys]
[Humor: Feliz]

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Calendar August 7, 2011 08:43

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Perguntas de Fim de Semana XXX

Como Hoje é Domingo, e Domingo =  blogosfera em banho Maria,
Digam-me:
Qual é aquela musiquinha que vocês sabem duma ponta à outra mesmo que não seja uma jóia musical ou uma coisa que apregoem aos sete ventos gostar?
Here's mine:

Vá, partilhem! sabem decor alguma música do Tony Carreira? Ana Malhoa anda pelos vossos Ipods? Ouvem Vengaboys como se não houvesse amanhã?
Toca a partilhar e Bom fim de semana
[A ouvir: Vocezes não vão querer saber xD]
[Humor: Divertido]

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Calendar August 6, 2011 17:34

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Epifania de uma noite de Verão

Há coisa de 2 dias, o meu pc passou-se.
Não é uma coisa que vos interesse muito, mas para mim foi a gota que faltava para me transbordar o copo depois de uma semana de merda, em que – literalmente- tudo me corria mal.
E hoje depois de horas de volta dele a instalar e desinstalar coisas, dei por mim com uma decisão em mãos.
Uma decisão completamente banal e idiota.
Eliminar ou guardar ficheiros velhos.
Tinha uma data de documentos completamente inúteis, com links soltos, frases desconexas e ideias que nunca passaram da fase embrionária.
E eu costumo guardar backups de tudo, não vá o diabo tecê-las.
Quando dei por mim, tinha eliminado aquilo tudo.
E acabei por inveitavelmente fazer a comparação.
Muitas vezes temos entulho na cabeça.
Nem são coisas necessariamente importantes ou que mereçam muito tempo, mas levam-nos à loucura, e a solução é das coisas mais simples que há.
Lixo.
Coincidência ou não, o dia começou a correr-me melhor.
Acho que não tarda vou deitar metade da minha vida para o lixo, e abanar o capacete, porque isto a vida são dois dias e o melhor é fazer directa.

E vocês?
Quais são aquelas coisas idiotas e desnecessárias que andam na vossa cabeça?
Exorcizem-nas!
Prometo que respondo aos comentários amanhã ou depois, ou depois.
O que interessa é que vocês sabem que eu respondo sempre.
Bom fim de semana.

[A ouvir: El Paso Blue - Sick of Sarah]
[Humor: Re-energizado]

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Calendar August 5, 2011 16:05

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Pó de arroz e Pólvora

Acho que o meu problema foi ter nascido com uma consciência defeituosa. Não uma consciência que não funciona, apenas uma que consegue levar-me a fazer sempre as piores escolhas possíveis.
Hoje escolhi sair meia hora mais cedo do escritório, cheguei a casa e deparei-me com Robert, o meu noivo, a dar um tiro ao senhor Cheng, o vizinho do 1º andar dono da loja de conveniência da esquina.
Seria de esperar que houvesse pelo menos uma oportunidade para eu tirar satisfações, mas um revólver apontado directamente à testa de uma pessoa é uma espécie de bloqueio comunicacional.

Antes que a primeira bala me atingisse, dei por mim a fugir desesperadamente pelas escadas deixando os sacos da mercearia espalhados pelo caminho. Na altura lembro-me de pensar que os morangos caríssimos que comprei para sobremesa estavam completamente estragados depois de levarem com as latas de conserva em cima.
Agora estou encostada a um balde de lixo, a vomitar as minhas entranhas, com uns sapatos Louboutin novinhos em folha de salto partido, e umas olheiras de panda que a chuva torrencial me ofereceu, combinando-se com o meu rímel com as minhas lágrimas.

O meu psicanalista sempre me disse que eu tinha a tendência de me sentir atraída por homens de moralidade duvidosa… e verdade seja dita, as experiencias falam por si.
Desde Henry, o empresário musical com quem dormi duas semanas, que me convenceu a ser fiadora num empréstimo para um estúdio de gravações, e que me deixou a pagar sozinha o empréstimo depois de fugir para Mallorca, até Hans, ou alemão que me convidou para viver com ele, quando já tinha famílias constituídas em Hamburgo e em Viena, todos os homens da minha vida demonstraram a minha falta de capacidade de escolha.
Quis ligar a alguém, mas reparei consternada que não tinha comigo o telemóvel.

Os transeuntes olhavam para mim como se tivesse fugido de uma instituição mental, o que tendo em conta a minha aparência catastrófica não era totalmente condenável.
Olhando para o relógio apercebi-me que eram nove e meia da noite, não podia obviamente voltar para casa e fingir que nada tinha acontecido, e ir À polícia não era uma opção viável… tendo em conta que Robert trabalha na polícia. Usando o casaco como protecção – inútil – contra a chuva torrencial vasculhei a mala em busca das chaves do carro.

Amaldiçoei-me por me lembrar que as tinha no saco, junto aos morangos. No meio de maquilhagem, lenços, um snikers comido até meio, uma agenda, um carregador de telemóvel (que me deu vontade de chorar, tal era a sua inutilidade) encontrei um pequeno cartão rosa com letras douradas.
O número de Miranda.
Dirigi-me à cabine telefónica e pedi para fazer uma chamada a pagar no remetente.
-Diga que fala Alice Quarry.
E enquanto ouvia o sinal de espera do telefone rezava para que Miranda não tivesse mudado de telefone desde quando me deu aquele cartão.

Este texto foi escrito aqui há uns tempos e era para ter dado origem a qualquer coisa mais, mas nunca mais me lembrei de lhe pegar até ter visto o tema deste mês da fábrica de letras: "fugir".
Acham que devia continuar a história?
Como reagiriam numa situação do género?
Do que fogem as pessoas hoje em dia?
Toca a comentar, ler, subscrever e gostar no facebook, ah e pelo caminho, respondam à sondagem que vou colocar aqui acima.

[A ouvir: Love gets me everytime - Shania Twain]
[Humor: Cansado]

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Calendar August 3, 2011 17:30

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Guia de Introdução aos anónimos

Definir o que é um anónimo devia à partida ser fácil.

Mas na blogosfera não é tão linear, visto que os anónimos se dividem em nuances mais ou menos hierarquizadas.
Há sempre aquele pormenor, a eterna duvida: será um nickname o equivalente a um anónimo? Eu acho que de certa forma é. Mas compreendo. Pode ter vários motivos e não acho nada de por ai alem. Mais ou menos 90% dos blogs que leio não têm os nomes verdadeiros nas postagens.
Os anónimos aparecem quando os deixamos.
Partilhamos uma opinião e eles entram nas nossas vidas (ou nos nossos blogs, há quem tenha dificuldade em distinguir) cheios de opiniões e conselhos.
E embora os anónimos que não deveriam ser mais do que pessoas sem conta no serviço de blogging dividem-se aqui em três grandes grupos.
1.       Anónimos clássicos – São basicamente as pessoas sem conta, em pequena quantidade, mas existem. Comentam as coisas com cabeça tronco e membros concordando ou discordando dos temas abordados. São uma mais valia na caixa de comentários porque acrescentam sempre qualquer coisa ao tema.
2.       Anónimos Trolls – divertem-se a insultar o autor. Estou sempre a apanhar disso por diversos blogs onde passo. Podem ser ofensas mais leves que acabam por soar a brincadeira, ou coisas que denotam a felicidade de espírito de tais pessoas. São em muito grande número infelizmente.
3.       Anónimos desanónimos – Com uma conta de blog, acaba por se criar uma pequena reputação. E há pessoas que têm medo de danificar essa reputação, então saem da sua conta oficial, inventam um nome e dizem o que lhes apetece. Não é preciso explicar que geralmente os comentários feitos desta forma servem para descarregar qualquer coisa que não podem dizer com a “identidade oficial” e já disse aqui há uns dias num blog, voltando a dizer aqui, acho isso uma mal formação e uma falta de carácter do caraças.

Como os 2 últimos grupos de anónimos são numa escala muito elevada, caímos um bocadinho no erro de pensar que os anónimos são todos uns infelizes que precisam de se entreter com a própria genitália, quando na verdade nem todos os anónimos são maus, e cheios de criticas destrutivas.

E às vezes ficamos todos a perder porque algumas pessoas da blogosfera gostam de ter múltiplas personalidades para o avacalho, e porque algumas pessoas são infelizes e gostam de implicar com as outras pessoas protegidas na sua máscara de anónimos, quando não se apercebem que são todos anónimos, porque na vida real 90% das pessoas se estão a cagar para se têm um blog famoso ou um blog com 5 visitas semanais, e que era melhor partilharmos as opiniões como pessoas civilizadas (minimamente)

E vocês?
Que tipos mais de anónimos conhecem – falando a nível de internet – e de que tipos já vos foram parar aos blogs?
Qual o comentário mais desagradável que já receberam de um anónimo? 
E o mais agradável?
Acham que as pessoas levam os blogs demasiado a sério?
O que têm a dizer sobre o tema?
Toca a ler comentar e subscrever!

[A ouvir: If it’s Love - Train]
[Humor: Desiludido]

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Calendar August 2, 2011 17:25

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Aquela vez em que o Ricardo foi adoptado

Nota: Apeteceu-me falar deste assunto, e são capazes de ouvir falar dele mais uma vez por estes dias.
Desde que me conheço por gente, que tenho um cão de sonho. Gostava imenso de ter um cocker spaniel. Não me perguntem porquê, mas sempre achei graça àquela pelagem macia e Àquelas caídas. O que é verdade é que hoje podiam aparecer-me aí com uma ninhada inteira, que eu não os ia querer. Já estou muito bem servido.
E estou assim porque alguém não quis a manchinha.
Porque a manchinha não é de raça.
Ou porque a manchinha não tem pedigree, nem arvore genealógica confirmada.
Talvez porque é muito trapalhona e parte as coisas só a dar ao rabo de contente, ou talvez seja porque a manchinha era um cachorrinho que cabia na palma da mão, e acabou por crescer e ser uma matulona.

E os senhores que a abandonaram não entraram em pânico com medo que ela estivesse doente porque andou a comer bagas dum arbusto ao pé de casa e andava sem comer uma semana; não tiveram paciência para lhe ensinar truques e apreciar a maneira como ela os aprende rápido;
Não tiveram que tomar conta dela quando fez trovoada e ela ficou cheia de medo;
Não a levaram a passear para perceberem que podiam ganhar dinheiro se a metessem num circuito de corrida de cães.
Em suma, não tiveram um animal de estimação.

Tiveram um brinquedo que deitaram fora quando perdeu a graça.
Não se deram ao trabalho de tentar conhecê-la. E só ficaram a perder.
Porque a manchinha é muito melhor do que muita canalha que para aí anda. Porque ela me abraça todos os dias. Porque ela chora e entra em pânico quando eu desapareço (não estou a inventar). Porque ela sabe tão bem quando é que eu preciso de uma boa dose de atenção. Porque ela me dá uma amizade completamente limpa de interesses ou segundas intenções.

É caso para perguntar: quem é que foi o animal desta equação?
E enquanto eu estou a escrever este post, provavelmente meia dúzia de gatos e outra meia dúzia de cães foram abandonados num raio de 500 metros.
A vocês leitores que não têm animal de estimação e pensam arranjar um, Sigam o conselho da união zoófila, não comprem. 
Adoptem.
Ou por outra, deixem que um animal vos adopte.

[A ouvir: Happy Hour - Cheryl Cole ]
[Humor: Nostálgico]

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Calendar August 1, 2011 17:35

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A Praga dos Parolos



Não estou a dizer que sou um indivíduo todo estiloso com este post – nem é preciso que vocezes já sabem todos né leitores – mas há qualquer coisa de fascinante nos parolos.
Nunca soube precisar bem o que me fascinava, acabava por ficar baralhado com tantas escolhas, no fundo é todo um misto de situações, não sei, é como ver o BBC vida selvagem, com uma variedade imensa de fauna e flora (sim, que também há parolos com cérebro equivalente a uma couve de Bruxelas), mas a acontecer a três ou quatro toalhas de distância numa qualquer praia.

Temos a malta do tuning, pneu rebaixado, neons nas portas, ailerons em todos os sítios aplicáveis (do carro) e a piece de resistance, o rádio que tem muito provavelmente mais potência que o próprio motor da “máquina”. Se vos é difícil perceber que a malta do tuning é na grande maioria parolagem, é só reparar na selecção musical que eles têm atirada lá para dentro. É raro haver uma alminha que ande sem o cd do Tony Carreira, ou um daqueles “Portugal mix”.

Depois temos as meninas do tigresse. Barulhentas, oferecidas e geralmente feias que dói. andam por aí pululantes, com os seus maxi cintos, e as calças coladinhas ao pacote (como dizia sabiamente a Katyzinha), sem esquecer o decote até ao umbigo, classy portanto.
Alguém se esqueceu de lhes dizer que quem usa uma embalagem de gloss duma vez provavelmente chama-se Fernando e tem nome artístico de Julietta qualquer coisa.

Depois vêm os gajos do style. Ao contrário delas, que vêm todas mais ou menos no mesmo formato, eles diversificam. Temos a opção dread, com as calças a deixarem fazer uma colonoscopia sem precisar de máquinas, os pseudo bombados, que andam o ginásio há duas semanas mas olham-se ao espelho e pensam que já estão tipo… um gajo qualquer do wrestling (não sei o nome de nenhum) E agem como se fossem irresistíveis – o que é francamente divertido de ver. E não nos podemos esquecer dos engatatões. Zezé camarinha? Multipliquem por 10. Ah, e acrescentem uma depilação total e uma apetência por grandes bebedeiras. Peças indispensáveis das noites de verão.

E para fechar esta pequena amostragem, os parolos emigrantes. Não estou a falar mal dos emigrantes, pelo amor da Santa, me loves emigrantaixion (o meu inglês anda a melhorar imenso) mas é francamente divertido ver pessoas que falam português como língua nativa a forçarem o francês ou o alemão para dar todo aquele toque de sofisticação, mesmo que em casa só falem em português. O que interessa é mostrar que sabem falar – mal – outra língua.
E vocês?
Que outros tipos de parolos encontram?
Qual dos tipos acham mais piada?
Toca a comentar, ler, subscrever e gostar no facebook!

[A ouvir: Closer - Kings of Leon]
[Humor: Divertido]

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Calendar July 31, 2011 07:56

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Perguntas de Fim de Semana XXIX - orgásmicamente especial

Feliz dia do orgasmo meus ricos leitores! 
Quando acabarem de festejar como deve ser, respondam às perguntinhas:
O que é que um(a) bom parceiro(a) -sexual- tem que ter?
E o que é que não pode ter?
Qual é o mito ligado ao sexo que acham mais absurdo ainda existir?

Bom fim de semana, toca a ler comentar e subscrever, 
vou ali responder aos comentários, e depois... praia.
[A ouvir: Over you - Girlicious]
[Humor: Divertido]

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Calendar July 30, 2011 16:57

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Pobres meninos ricos



Chamam-lhes “betos”, “queques” “filhinhos do papá”.
Habituados a uma filosofia de vida baseada no “eu peço eu tenho”, são a nata da adolescência portuguesa. Os filhos das dondocas e dos doutores que andam na equitação e no ténis praticamente desde que se aguentam em cima das pernas. Crianças que crescem a ver o mundo de uma óptica distorcida de colégios privados, fardas, empregados para todas as necessidades possíveis e imaginárias e liberdade financeira.
Mas o contrário também se aplica. e muito.
E de alguma maneira são essas crianças, que se tornam em jovens com o sindroma do coitadismo extremamente apurado. Porque os pais são homens de negócios sempre ocupados, ou porque as mães os deixam ao cuidado da criadagem, revoltam-se nos actos de rebeldia. E não é incomum vermos por aí meninos nos seus belos mocassins e nas suas blusas da ripcurl a darem grandes passas nos seus cigarros, de garrafa de cerveja na mão, no meio da rua, com o seu ar prepotente, e com a falsa sensação de independência que a mesada – que lhes fornecem regularmente – lhes dá.
E acabam por sair dali pessoas frustradas que vêm sempre o copo meio vazio, porque não têm nada, e ao mesmo tempo têm tudo.
Ou então pessoas completamente iludidas, sem noção do que custa a vida, por terem sempre sido paparicadas pelo visa dos pais.
Não tive propriamente uma infância difícil.
Não andei em colégios com normas de vestuário. Não vivi numa moradia germinada. Não tive uma doméstica, Nunca joguei criquete e nem fui passar férias em família ao estrangeiro.
E houve fases da minha adolescência – ou deverei dizer aborrecência? – Em que quase me revoltei por não ter sido uma dessas crianças privilegiadas que aos 8 anos já são bilingues, e têm um pónei.
Mas agora vejo que não trocava a minha vida comum pelos excessos deles.
Fico feliz por ter tido pais que em vez de me darem dinheiro para me calarem me deram abraços. Fico orgulhoso por não ter crescido caprichoso e egoísta porque tinha tudo o que queria ao estalar os dedos, fico sinceramente aliviado por não me ter tornado num snob elitista que se julga melhor que as outras pessoas, e honestamente feliz por não ter um vazio tão grande que o preencha com bebedeiras de caixão á cova nas ruas de albufeira ou com maratonas de compras no Colombo.
E no fim até tenho pena.
Pobres meninos ricos.

E vocês? 
Conhecem muitas pessoas assim?
O que têm a dizer do assunto?
Vá, comentem , subscrevam e gostem no feicebuque. (pliiise)
Bom fim de semana

[A ouvir: Help Me (she's out of her mind) - Stereophonics]

[Humor: Eléctrico]

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Calendar July 29, 2011 17:00

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Online Dating, o último recurso


Os sites de encontros são, em poucas palavras, o último recurso. Quando já se tentou o speed dating, os arranjinhos dos amigos deram todos pró torto, e os anúncios no correio da manhã não resultaram em nada, há sempre aquela luzinha meio fosca que diz aos mais desesperados “Hey, tu também podes encontrar o amorz”… okay, geralmente nem chega a ser uma vozinha, é mais uma bendita janelinha de pop up que aparece quando menos se espera.
E entramos num outro universo.
Se nas redes sociais o que interessa a muita gente é mostrar que se tem uma vida fantástica e preenchida de diversão, nos sites de encontros, temos que mostrar que somos um bom partido.
Podíamos voltar à linda história da carochinha de “o que interessa é a beleza interior” e nhenhenhe, mas quero muito honestamente que me digam meus ricos leitores, quantos de vocês reparam na beleza interior duma pessoa que não conhecem de lado nenhum e com a qual vão ter um encontro.
Ah pois.
Há toda uma arte nas fotografias dos sites de encontro, que envolve músculos (se existirem alguns) e mamas (idem), e que de qualquer maneira servem para vender a personagem.
Quando a pessoa é realmente feia, tira fotos à distância numa grande paisagem, só para disfarçar, e até dá todo um ambiente de amor á natureza, e toda a gente sabe que ser verde está na moda. Se tiver mamas grandes, tira uma foto com o maior decote que houver. O que interessa é vender a personagem.
E nem me deixem começar a falar no Photoshop, que aqui entra como ferramenta do demo, para iludir os mais incautos.
E então entra um chorrilho de clichés.
Eles abraçam a sua faceta sentimental, e dizem que gostam de passear na praia ao luar, e de ver comédias românticas com a Reese witherspoon. E apregoam que gostam de longas conversas sobre sentimentos.
Porque acham que é isso que elas querem.
Elas pelo seu lado mostram-se mais desinibidas que nunca, atrevidas e disponíveis para tudo – literalmente – moças que não têm tabus e que gostam de se divertir. Mulheres espontâneas e desinibidas pululam por esses sites fora.
Porque acham que é isso que eles querem.
E depois quando acabam por acontecer encontros resultantes da consulta desses perfis de personagens, a coisa dá para o torto, porque em vez duma amazona destemida pronta a fazer bunjee jumping da ponte 25 de Abril sai na rifa uma amante de gatos que considera desporto radical fazer jogging ao ar livre, e em vez dum gajo sensível e pronto a partilhar sentimentos, temos um nerdzão que esteve próximo duma mulher apenas pela altura da amamentação.
Aqui o que interessa é encontrar alguém. Nem que para isso tenha que se adulterar completamente toda uma personalidade, afinal, estamos na geração do já. Esta história do cortejar e esperar e falhar redondamente, dá muito trabalho.
Vamos antes usar a amiga internet.

Os sites de encontros online para mim sempre serão uma espécie de submundo da internet, combinando toda a deprimência escondida nas redes sociais e toda a criatividade encontrada na blogosfera, no que toca a vender uma pessoa perfeita, uma maneira sofisticada de dizer “muita parra, pouca uva”.
E vocês?
Já alguma vez usaram sites de encontro?
O que acham do conceito?
Toca a comentar, ler, gostar no facebook e subscrever. amanhã vou tentar responder aos comentários em atraso, peço imensa desculpa pela demora desde já.

[A ouvir: Laptop - Jota quest]
[Humor: Ansioso]

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Calendar July 28, 2011 18:59

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O mundo é um grande hipermercado - II

Às vezes há erros de etiquetação.
Vamos a passar no corredor e vemos que o frasco de gel de banho daqueles todos caros custa metade do preço habitual e levamos.
Nem íamos comprar o gel de banho, mas é um negócio tão irresistível que acabamos por levar.
Vamos convencidos toda a viagem que fizemos um óptimo negócio com o gel de banho, e ficamos felizes da vida.
A verdade é que o gel de banho não tem promoção nenhuma e custa a mesma exorbitância do costume.
Ao supermercado interessa que levemos aquele gel de banho, ou porque ninguém o compra, ou porque já está ali há muito tempo, o que é verdade é que ninguém vai rectificar o erro, e a etiqueta faz o serviço dela, deixando-nos usar um gel de banho com sabor a ironia.
Às vezes as pessoas são como a etiqueta errada, mostram-nos uma coisa e fazem outra diferente, e como nós só temos acesso à etiqueta e não ao código de barras, acreditamos piamente que estamos a levar gel do banho do bom a um preço reduzido, pelo menos até nos darmos ao trabalho de olhar para o talão de compra e repararmos que fomos roubados, ou até usarmos o gel de banho e vermos que não é assim grande coisa. O que é verdade é que a devolução não é possível.

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