Calendar October 31, 2011 18:37

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O Halloween é uma boa desculpa para mostrar as mamas

Antes de mais vou só dizer-vos algumas das muitas razões pelas quais acho o Halloween uma palhaçada por terras lusas:
Para começar eu acho irritante ter que levar com os pirralhos todos aqui do prédio vestidos de... tentativas falhadas de monstrengos, a virem-me cravar doces – amiguinhos, se eu tiver doces, não vos vou dar, comprem os vossos, calões dum raio – ou prometer travessuras.
Fui levar o lixo, e ia tendo uma sincope porque duas criancinhas de cabeleira me saltaram para cima aos berros (se eu tivesse o balde na mão provavelmente levavam com ele só à laia de reflexo)
Depois são sempre as mesmas fantasias. Vampiro zombie ou bruxa. Parece que as pessoas bloqueiam nestas 3 e é só o que se vê nas fotos temáticas. Um risquinho de sangue, umas olheiras fundas ou um chapéu bicudo e já está. Viva a originalidade.
Para finalizar,não é uma tradição a sério por estas bandas. Que me lembre na minha infância nunca se festejou o Halloween. Ouvia-se falar disso, que existia lá pelas américas e que tinha abóboras, mas só há coisa de 6/7 anos no máximo é que surgiu por cá a mania de festejar isto. Daqui a nada também começamos a festejar o dia de acção de graças como eles fazem lá, só porque sim.




Agora regressando ao tópico, chega esta altura do mês e vemos por aí uma tonelada de Halloween parties. Até tem a sua piada, com os concursos de máscaras mais originais com prémios, entre outras coisas, pronto para quem quiser até deve ser divertido.
No entanto, muita jovem vê o Halloween como a época de mostrar o pernil.
Dizem que os mortos são sensuais, que toda a onda gore do Halloween é propícia a maiores atrevimentos, mas para mim é a desculpa perfeita para se vestirem como sodonas badalhocas e terem desculpa.
Atenção, não tenho nada contra, até se lava a vista (embora também apareçam pelo meio grandes camafeus), só que muitas vezes nem chega a ser sensual de tão... evidente e previsível.
Coloquem-se num aglomerado de bares por esta altura, e se olharem com atenção vão ver aqui e ali magotes de vampiras, gatinhas, bruxas, diabinhas, anjinhas e mortas vivas – novamente, viva a originalidade – com tanto tecido na roupa como um daqueles panos da vileda de limpar a cozinha.
Há uns meses comentei isso com uma rapariga, e a resposta que recebi foi que isso é uma forma de manifestar o feminismo, de dar poder às mulheres.
Ehr... eu posso não ser licenciado em estudos feministas, mas pôr muita maquilhagem e pouca roupa não me parece lá muito de acordo com os padrões do feminismo.

Cá para mim, é uma forma de tributo.
Afinal não é o Halloween que é em honra dos mortos?
Então, este mulherio quer por os mortos de pé (em mais que uma maneira)
E vocês? 
Celebram o Halloween ou nem ligam (como eu)?
Concordam? 
Discordam?
Vá, toca a ler comentar e subscrever!

[A ouvir: White Flag -September]
[Humor: Feliz]

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Calendar October 31, 2011 08:56

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Fazei-me o favor, sim?

Boas tardes pessoas, queria recolher as vossas opiniões de uma forma geral, e resolvi fazer uma sondagem via facebook.
Como não acho que seja uma ideia brilhante repetir a sondagem aqui no blog, resolvi passar o link da votação original.
Vão aqui e votem na opção que fizer mais sentido, não precisam de adicionar a página nos vossos likes nem nada, é só mesmo votar.
Mais logo venho cá com o post do dia.

Calendar October 29, 2011 16:21

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Não é carne nem é peixe



Mal ligo a TV sou bombardeado com publicidades de comidas que querem ser outras comidas.
Ele é batatas fritas com sabor a frango assado, pastilhas com sabor a gelado de morango e baunilha, e a mais recente, iogurtes com sabor a pipocas. E quando se vai ao supermercado , lá estão as embalagens todas coloridas e apelativas, com letras gordas a querer vender gato por lebre.

Ora bem, senhores da indústria alimentar, podiam fazer um grande favor à humanidade (e a mim de caminho)?
Parem de vender comidas com sabor a outras comidas.
Porquê? três razões básicas.

  1. Para começar, temos a lógica mais básica. se eu quiser comer pipocas, como pipocas. Não me vou pôr a beber iogurte liquido com sabor a pipoca. não sei, acho que me faz muito mais sentido assim.
  2. Depois,as coisas nunca ficam a saber ao que deviam. Eu posso não ser  um expert em confecção de produtos alimentares para venda ao público, mas para dar a impresão que uma coisa sabe a outra, usam-se aromas artificiais. e ficar a cheirar a uma coisa, não significa que fique com o mesmo sabor.
  3. Para terminar, É muito mais caro comprar esses produtos 2 em 1, do que comprar os dois produtos originais. comprar uma embalagem de queijo e uma de batatas fritas é provavelmente mais barato do que comprar uma embalagem minúscula de batatas fritas a cheirar a meias sujas com alegado sabor a queijo.
Isto sem falar no factor "desilusão" que vem sempre por acréscimo nestes produtos, quando percebemos que gastamos uma fortuna numa coisa que não é carne nem é peixe, mas quer ser os dois.
modernices.

E vocês?
Que produtos destes já provaram?
Concordam? Discordam?
Vá, toca a partilhar opiniões, ler, subscrever e gostar no facebook!.
Bom fim de semana.
[A ouvir: You love me - Kelly Clarkson]
[Humor: Ansioso]

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Calendar October 28, 2011 18:38

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Eu odeio casamentos

Em inglês, há duas palavras para casamento.
Marriage, que se refere ao relacionamento, e Wedding, que se refere à cerimónia.
Acho que em Português também devia haver duas palavras, para não me parecer tão mau quando digo que odeio casamentos.
Não me refiro obviamente à primeira opção, acho que a dada altura, é normal que os casais queiram dar o "próximo passo" e pronto, que se queiram unir de maneira mais oficial e renhéunhéunhéu.
O que eu odeio mesmo, é todo aquele ritual do casamento.

A igreja
Não interessa que os noivos não sejam católicos, que não vão à missa ou que sejam alérgicos a água benta.
Um casamento que se preze começa na igreja.
E é ver uma procissão de convidados que viajam em matilha, numa nuvem de vestidos coloridos e perfumes em excesso , a entrar numa qualquer igreja - grande parte das vezes demasiado pequena para albergar os convidados todos - esperar que entre a noiva com o seu lindo vestido branco e a criancinha a jogar pétalas e/ou a carregar uma almofadinha com alianças.
E há SEMPRE uma criancinha para fazer esse papel.
Ao fim de 20 minutos de missa já metade dos convidados boceja, muitos utilizam os telemóveis (mesmo sendo alegadamente proibido) e os noivos e familiares próximos ficam lá especados no altar, a derramar a lagriminha de emoção enquanto a tia avó septuagenária se deixa dormir antes de ouvir o "eu aceito"
No final, as pessoas juntam-se todas à porta e batem palmas, e jogam arroz ou outra coisa qualquer, e fazem uma grande festa, como se fosse uma maravilha que nunca mais fossem ver (parece que não se lembram que ainda vão ver a fronha dos noivos durante mais uns bons pares de horas).
A caravana
Esta é sem dúvida, a parte que mais adoro odiar nos casamentos.
Por algum motivo que nunca percebi, existe toda uma mística em fazer uma fila gigantesca de carros e buzinar como se não houvesse amanhã desde a bendita igreja até ao local do copo d'àgua.
Lá vão todos os carros em fila, com fitinhas nas antenas (que até hoje nunca percebi de onde aparecem).
Parece que é um ritual moderno que assegura a felicidade dos noivos. antigamente faziam-se oferendas aos Deuses, agora buzina-se dentro das localidades.
O copo d'Àgua.
Ora bem, aqui começa o verdadeiro martírio.
Ao contrário da viagem das buzinas que passa em... vá 20 minutos, o copo d'àgua tem o privilégio de durar até para sempre.
Embora já tenha havido contacto prévio com os restantes convidados logo no início - há alguns casos em que se vai para casa da noiva ou do noivo antes, mas não é sempre, por isso generalizemos para a igreja -só no copo d'àgua é que entendemos que não conhecemos 85% das pessoas. e um casamento não é o melhor sítio para se confraternizar com estranhos, trust me.
Entramos no hotel/parque/sítio alugado pelos noivos e damos de caras com a lista.
A lista não é mais do que... bem do que uma lista (óbvio) com mesas e distribuição de lugares.
Em cada casamento os nomes das mesas mudam. temos sempre uma qualquer imbecilidade como a "mesa coelhinho" , ou a "mesa leite creme" e por aí fora. os temas são infindáveis e podem ir de marcas de cuecas até nomes de canções escolhidas pelos pombinhos. o que interessa é a maneira como são dispostas as pessoas pelas mesas.
A parte bonita disto tudo, é que os organizadores dos casamentos conseguem arranjar maneiras de prem as pessoas agrupadas das formas mais estapafúrdias possível. desconfio que tiram à sorte com papelinhos. já calhei numa mesa com a avó da noiva e acho que tirei uma especialização sobre artroses nesse dia.
Quando já estamos todos mais ou menos organizados por mesas, começa a odisseia das fotografias.
E novamente, as fotografias são todas muito aleatórias, tão depressa tiro uma com os noivos, como estou a tirar uma com uns amigos do noivo que nunca tinha visto na vida, e com os quais troquei  3 palavras a festa toda. Oh, e já repararam como toda a gente diz à noiva "ai estás tão linda!" mesmo que esteja um camafeu de todo o tamanho?" porquê gentes?
Quando somos libertos disto tudo para ir socializar, liberam o buffet, o que é o pandemónio, porque toda a gente sabe que ir a um casamento é bom por encher o pandulho à borla, então formam-se filas intermináveis para comer, como se fossemos todos uns mortos de fome que não tínhamos um prato cheio à frente há semanas.
Parecendo que não todas as actividades anteriores cansam um bocado, e que melhor maneira de repor energias do que comer a comida que tão generosamente nos oferecem?
No entanto de cada vez -CADA VEZ MESMO - que vou a meter um garfo à boca, alguma alminha idiota lembra-se de bater com o bendito talher no copo. e lá tenho eu que parar, porque alguém vai dizer qualquer coisa aborrecida, e os noivos vão meter bolo na boca um do outro e toda a gente vai bater palmas, e o lombinho de porco fica lá no prato a arrefecer enquanto eu sigo o exemplo de toda a gente e bato com a colher no copo para que os noivos dêem um beijo (que nunca é um beijo decente, diga-se de passagem).
Quando tudo encheu o bandulho, começa a tocar a música.
E lá vão os noivos dançar. geralmente dançam só 5 minutos e depois os convidados invadem a pista de dança, e eu lá vou levado pelo braço duma qualquer velha (há sempre uma velha gaiteira na minha mesa. SEMPRE).
Quando vou para me ir embora, completamente rebentado, ligeiramente bêbedo, empanturrado, enjoado de ouvir os noivos a dizerem coisas melosas, dão à saída um saquinho, com uma ementa -porque eu quero uma ementa do que comi, obviamente) uma foto dos noivos antes do casamento - Porque obviamente depois de 6/7 horas a levar com o trombil dos noivos, o que n+os queremos é qualquer coisa que nos recorde deles - e um lindo souvenir completamente inútil.
Pode ser uma embalagem de poutporri um sabonete pra lavar o rabo, uma caneta, o que quer que seja. o que interessa é que tenha estampado algures o nome dos noivos "Mário José e Eduarda Afonsina agradecem a presença" ou qualquer coisa pirosa do género.

E sempre que saio de lá penso que só conheço pessoas aborrecidas. Podia haver um casamento que fosse interrompido a meio por alguma pessoa assim estilo filme piroso de Domingo, mas não. vivem todos felizes para sempre. até ele ficar careca, ela engordar e eles se divorciarem (na pior das hipóteses).
I hate weddings.

E vocês?
O que mais detestam nos casamentos? 
E o que mais gostam, vá?
Toca a ler comentar e subscrever!
[A ouvir: After Love - Diddy]
[Humor: Venenoso]

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Calendar October 27, 2011 18:27

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Post sem nome, porque não precisa


Lembro-me com facilidade de vários episódios da minha infância, mas houve um que sempre revi com maior clareza.
Quando tinha 7 anos o meu pai trabalhava num restaurante perto duma villa residencial, e eu ia de vez em quando para lá para o restaurante, porque era amigo dos filhos dos colegas e dos patrões, que deviam ter a mesma idade que eu.
Dava-me particularmente bem com o filho do cozinheiro e a filha do patrão (não me lembro do nome deles, nunca mais os vi desde essa altura, por isso passam a Ser a M. e o F.) , e quando lá ia acabávamos sempre a fazer alguma asneirada.
Uma tarde qualquer, a M. convidou-me para ir para casa dela, e convidou-me em frente ao F. quando estávamos a ir os dois para casa dela, ela disse que não queria que o F fosse porque decidiu nesse dia que não gostava dele, e eu com o meu cérebro de pirralho só consegui tomar uma decisão:
"Se não és amiga do F também não és minha amiga".
Assim, a seco, sem ponderar o peso do que estava a dizer. afinal era perfeitamente legítimo querer que os meus amigos fossem amigos entre si, e a negociação não era o meu forte na altura.
Nesse dia a M acabou por ceder e no fim já éramos todos muito amiguinhos, como deve ser qualquer bando de crianças que se junte por mais de 5 minutos.

Sempre que me lembro por um motivo ou por outro dessa situação dou por mim a sorrir.
Não tenho saudades da M e do F, porque não me lembro de nada deles, naquela altura tinha muita mais informação que recolher do que pessoas que na altura me pareciam ser imutáveis.
Não tenho saudades da época, nem particularmente da idade.
Tenho saudades dos afectos.
Daquela inocência com que saímos todos da fábrica, mas que mais cedo ou mais tarde perdemos ao lidar uns com os outros.
Isto porque na cabeça duma criança nunca cabe a noção de que as pessoas não gostam todas umas das outras, e de que não temos todos que nos dar bem. Não existem compatibilidades, ou assuntos difíceis (esses resolvem-se todos com um "desculpa")
Quando somos crianças, não há limites. conhecemos uma pessoa na rua, e com um bocadinho de trela, somos automaticamente amigos, porque é o que nos faz sentido.
Ou gostamos todos uns dos outros, ou então não gostamos, não existem indiferença na cabeça duma criança.
E quando crescemos apercebemo-nos que a amizade não é a preto e branco, sim ou não. é toda uma gama de cinzentos, que variam de intensidade consoante o sentimento partilhado. Vemos que os amigos não são necessariamente aqueles que concordam sempre connosco e que não são aqueles que se lembram de nós em datas específicas.
E nada disto me choca.
A única coisa que continua a fazer-me impressão, é reparar como quando crescemos, os afectos minguam.
[A ouvir: So Good- Keri Hilson]
[Humor: Gripado]

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Calendar October 27, 2011 14:55

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Parabéns, parabéns!


Parece que foi ontem, mas já faz dois anos.
Lembro-me perfeitamente de estar a falar com uma pessoa com a qual nem me dou de momento (too bad, so sad) .
A dada altura disse "Vou abrir um blog", e lembro-me perfeitamente de ela me ter dito "Ai, conhecendo-te como conheço, dois meses e cansas-te do blog"
Take that in your face bi-otch! 2 anos, e não me vou ficar por aqui.
Para os leitores que não têm blog é um bocadinho difícil explicar, não é como ter um filho (já li esta metáfora algures e achei completamente perturbador o exagero), mas é qualquer coisa bastante satisfatória. É um bocadinho de nós (eu não acredito naquela treta de "Ah e tal eu não sou a mesma pessoa no blog que na vida real". podem não se comportar da mesma maneira, mas alguma coisa têm que ter, ou então têm multiplas personalidades, e é bastante bom ver que 189 pessoas... vá "gostam" de mim.
Nunca pensei chegar aos 100 seguidores, quanto mais passar dos 150!
Como comemoração do marco, resolvi mudar o visual do blog, uma coisa mais simples com menos imagens e coisas para diminuir o loading.
Espero para o ano repetir o post (não literalmente claro) e espero que continuem a ler-me e a gostar aqui do meu cantinho.
Parabéns ao blog, a mim e a vocês, que me estão a ler, porque o blog não faria sentido sem vocês.
(ainda são capazes de receber outro post hoje, fiquem à espera.)

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Calendar October 25, 2011 18:38

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As bolas do Ricardo


Parecendo que não, tenho-lhes um carinho especial.
Guardo-as numa (okay, em várias) caixinhas, num armário praticamente vazio, e embrulhadas em jornal velho para não se riscarem, amassarem ou partirem.
Limpo-as sempre antes de as usar, e sou capaz de ficar a olhar para elas horas com imenso orgulho e satisfação, porque tenho a certeza que não devem haver umas bolas tão bem cuidadas como as minhas por aí.

Não sou propriamente um maluquinho do natal. não tenho um calendário a contar os dias que faltam, não suspiro de emoção cada vez que oiço "Jingle Bells", Não tenho wallpapers com o pai natal, e não passo mais que 4 dias a fazer as compras de natal.
Mas se há coisa a que não consigo resistir, é decorar a árvore de Natal.
Sou eu quem inspecciona as luzes, escolhe os enfeites e providencia a neve falsa (se me der na cabeça que deve haver neve num pinheiro artificial num quarto andar no Algarve).
O que leva ao meu pequenino vício.
Eu sei que isto é ridículo, mas é uma coisa sistemática.
Todos os anos, por esta mesma altura, começam a surgir por todas as grandes superfícies, decorações de natal para venda.
Não é uma grande novidade, nem é nada inesperado, mas cada vez que poiso os olhos numa qualquer prateleira é como se estivesse a ver a oitava maravilha do mundo.
Não há natal em que eu não compre pelo menos um conjunto de bolas para pôr na árvore, o que nem é muito financeiramente, porque vendo bem as coisas (quase) nunca chego a passar dos cinco euros.
O problema está mesmo no espaço. se há 5 anos atrás cabia tudo num saquito de compras de plástico, de tamanho normal e de fácil acesso, agora tenho na varanda 2 caixas de sapatos e um saco cheios de bolas à espera de serem postas na árvore.
Hoje foi a primeira vez que entrei num supermercado com decorações de natal à venda, e consegui disparar um alarme porque comecei a olhar para o lado em vez de reparar na barreira de segurança à entrada, e já vi uma caixinha de bolas que só não trouxe porque não tinha dinheiro comigo.
... Também, eram só 36 bolinhas, e eram 1 euro e meio pah. era um bom negócio!
... Eu tenho um problema, não tenho?

E vocês?
Quando costumam montar a árvore de Natal?
Têm algum vício natalício degradante? Já começaram a ouvir músicas de natal? têm algures um barrete de pai natal que usam às escondidas? 
partilhem na caixa de comentários, subscrevam, e se quiserem gostem da página do facebook! 
[A ouvir: Turn me on - James Blunt]
[Humor: Divertido]

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Calendar October 24, 2011 18:15

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O Ricardo não percebe

... o fascínio de ver todos os dias o peso pesado. 
Se quiser ver pessoas gordas acima do peso, passo no Mc Donalds aqui da zona.
... porque é que toda a gente adora o João Manzarra. 
Ele parece um tipo porreiro, mas tenho sempre a sensação que ele já bebeu qualquer coisa antes dos programas começarem, e vamos ser realistas , não tem tanta piada quanto isso.
... Porque é que tudo agora é touchscreen.
Não entendo a piada te não haver teclas em sítio nenhum. quando se avaria o ecrã não se pode mexer em nada do aparelho em questão.
...Pessoas que me adicionam porque temos 1 ou 2 amigos em comum.
Principalmente se nunca nos vimos nem nos tencionamos ver, e a interacção não passa do bendito pedido de amizade.
...Pessoas a queixarem-se constantemente da sua vida amorosa.
...Sessões espíritas.
Gosto como uma pessoa morre, e quando vai "falar com os familiares se lembra de lhes dizer para terem cuidado com a máquina de lavar a loiça, ou com o frigorífico, mas não mencionam o além.
...Conselhos de beleza dados por pessoas feias.
É mesmo preciso explicar?
 
E era para ter feito um post decente, mas distraí-me com outras coisas, e acabou por ser isto que saiu.

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Calendar October 23, 2011 12:35

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Perguntas de Fim de Semana XXXVIII

Qual é a vossa estação favorita?
Porquê?
Já estavam com saudades de uma boa chuvada ou era só eu?
Bem vindo Outono (finalmente)
Bom fim de semana.
[A ouvir: Nada, estou a ver séries]
[Humor: Feliz]

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Calendar October 21, 2011 17:37

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Porque é que em inglês tudo vira chique?


Estava tentado a fazer um post dedicado ao “Outono-que-não-é-Outono-mas-sim-verão-e-que-já-começa-a-irritar-por-uma-pessoa-morrer-de-calor-quase-em-Novembro-o-que-é-uma-pouca-vergonha-porque-uma-pessoa-já-tem-roupas-quentes-para-estrear-e-não-pode", mas honestamente, já toda a gente falou nisso e eu não ia contribuir em nada à discussão geral.

Então depois de uns minutos de profunda reflexão filosófica veio-me um assunto à ideia:
Se na frase acima eu dissesse “closet” em vez de “armário” dava logo um ar muito mais chique à coisa. E vamos adaptando palavras da língua de vossa majestade no nosso discurso, porque sim.
A verdade é que é uma tendência comum“Inglesar” as frases.
Ou trocando por miúdos, pegar numa qualquer frase, e estampar pelo meio palavras em inglês, porque dá logo todo um ar internacional à coisa.

Os exemplos sucedem-se a um ritmo alucinante.
Em vez de telemóveis temos Smartphones e em vez de computadores portáteis temos laptops, netbooks e a lista continua por aí afora.
Abrimos uma revista qualquer e temos uma secção de lifestyle que não passa dum estilo de vida à estrangeira, com aftershaves, hidratantes e casacos de fato demasiado caros ou perfumes que cheiram todos ao mesmo dentro de 3/4 variedades..
Vão a um qualquer blog das muitas meninas das roupinhas, dos vernizes e dos sapatinhos, e vêm logo para lá estampado um outfit do dia tal ou um look do dia tal, em que todas mostram as suas roupinhas e dão conselhos às leitoras sobre como pintar as beiças e escolher calças de corte direito nos saldos da stradivarius ou da zara, quando no fim são todas clones umas das outras, com as mesmas pinturas e as mesmas roupas. Custaria muito mais dizer “muda de roupa do dia” e “Visual do dia”?provavelmente não, mas quer-se dizer dá um outro apelativo à meia dúzia de trapos que mostram.
Vamos a um supermercado e em vez de queques, levamos cupcakes, trocamos as bolachas por waffers, e em vez de levarmos toucinho às tiras, trazemos bacon que sabe ao mesmo mas é mais caro.
Parece que a língua de Camões nos fez alguma coisa de mal, que nos insultou ou envergonhou de alguma maneira e que por isso temos que “consertar” as conversações com umas quantas estrangeirices desnecessárias, para as quais temos palavras completamente válidas.
O que é que a nossa modesta língua tem de errado?
Quer-se dizer, não me parece que seja um grande esforço mental escrever e dizer tudo em português, principalmente quando muitas vezes se leva em cima com bacoradas do género houtfit ou corpkackes porque o Inglês não está lá muito aprimorado.
Está bem que há palavras que não existem em Português, e nem condeno que se faça um “inglesamento” aqui e ali - eu próprio faço montes de vezes aqui no blogue -, mas quanto maior a frequência, maior é a facilidade com que uma pessoa cai no ridículo.
Agora aposto que algum leitor mais insatisfeito com estas constatações vai dizer:
tipo, mas o Inglês é a língua mais falada do mundo”.
Não não é meu caríssimo leitor. Isso é o mandarim com aproximadamente 1,3biliões de falantes.
E não estou a ver ninguém a dizer que tem que renovar o Bì chú (壁橱) ou que tem que mudar de pǐn mào (品貌), nem a gabar-se do seu Shēnghuó fāngshì (生活方式).
Não é tão chique.
(closet, look e lifestyle respectivamente, obrigado Sandra )
E vocês?
Qual é o “inglesamento” que mais vos irrita?
A mim é adicionarem “men” no fim das frases.
Desperta em mim umas ambições assassinas
Toca a ler comentar e subscrever. este fim de semana respondo aos comentários desta semana.

[A ouvir: Heal over - KT Tunstall]
[Humor: Tagarela]

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Calendar October 19, 2011 18:39

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A linda história de amor do Ricardo

Todas as noites é a mesma coisa.
Deito-me e fecho os olhos, a pensar que é desta que vou ter uma bela noite de repouso com o barulho do trânsito como trilha sonora... mas lá vens tu para cima de mim.
Tento cobrir-me com os lençóis e fingir que estou a dormir, mas não resulta, esgueiras-te sempre para dentro dos meus lençóis e vá de me dar dentadas no pernil.
Eu bem te enxoto, mas por mais que tente não me consigo livrar de ti a soprares-me nos ouvidos e a brincares com a minha paciência.
Por mais que reclame e te diga para te ires embora, não interessa, és persistente e continuas a rondar-me.
Acabo sempre por te dar umas quantas chapadas, mas tu, sacana, safas-te sempre e continuas pela noite fora.
Eu queria que tivéssemos uma relação normal, mas para ti eu só existo à noite, quando tu preferes aproveitar-te de mim...e assim não dá.
Ando cansado e dorido, cheio de marcas dos teus "chupões" pelas pernas, braços e pescoço.
Ontem não dormi nada de jeito, ando com umas olheiras pavorosas e a começar a pensar seriamente em tomar qualquer coisa para dormir, porque hoje cheira-me que vá pelo mesmo caminho.
Estou portanto a terminar a relação contigo. estás a dar cabo de mim e não há volta a dar à coisa.
Nem adianta fazeres como às vezes e trazeres uma amiga para juntar à festa, porque "quanto mais melhor" não serve comigo.
Nem faço ideia de se me lês, mas presumo que sim, por isso faz-me um favor e não voltes a incomodar-me, não me faças recorrer a medidas drásticas.
..Mosquito do caraças!

[A ouvir: Buy my love- Wynter Gordon]
[Humor: Podre]

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Calendar October 18, 2011 18:33

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Momentos Uáte da Faque III

A beleza desta rúbrica, é que ao virar de cada página (cibernética ou real) há a probabilidade de me deparar com material cuja bizarria me desconcerte o suficiente.

Hoje trago-vos uma história de peso.
Literalmente.
Drew Manning, um personal trainer de San Diego, Califórnia, resolveu abraçar um projecto que visa ensinar Às pessoas que sofrem de obesidade, como perder peso.
E como é que Drew optou por alcançar esse objectivo? 
Ficando obeso.
Na página de facebook do projecto, temos uma pequena tradução da qual vou traduzir um excerto:
"O meu nome é Drew e sou um personal trainer. O meu site, www.fit2fat2fit.com, é sobre a minha jornada de ir de fit (em forma) para fat (gordo) de propósito em 6 meses, e mostrar às pessoas como ficar em forma novamente noutros 6 meses"
Sim, perceberam bem. ele engordou, para depois emagrecer e provar que é possível. 

Este pequeno projecto começou em Maio deste ano, e desde essa altura, Drew deixou de frequentar o ginásio, praticar exercício e deixou-se mergulhar numa alimentação desregrada.
Abaixo podemos ver a comparação (os pesos estão aproximados porque converti de pounds para quilos):

Drew afirma que desta forma consegue ver as dificuldades de uma pessoa obesa.
Uma cronista do site Fatfigthertv entrevistou-o em Outubro e abaixo deixo a tradução parcial:
FFTV(FatFighterTV): Como alguém que sempre se manteve em forma, como consegues suportar fazer isto a ti mesmo?
DM(Drew Manning): Tem sido muito duro física, mental e emocionalmente, deixar-me chegar a este ponto. Os primeiros meses foram os mais difíceis, sentia uma certa "ressaca", tal como qualquer outro vício, ficava com inveja das pessoas a correr, a ir ao ginásio e a ficar em forma.
FFTV: Estás preocupado com a tua saúde?
DM: Definitivamente. com uma Pressão arterial de 161/113 é impossível não ficar preocupado.
Não me senti em perigo ainda, mas aunda tenho 4 semanas de programa para seguir. As pessoas dizem-me a toda a hora para parar (...) Quero mostrar às pessoas como uma vida saudável - comparativamente - diminui os factores de risco.
FFTV: Ganhaste mais de 30 quilos desde Maio... como te sentes?
DM: Estou na fase em que me sinto letárgico e desconfortável. Estou definitivamente viciado nestas comidas.(...) Emocionalmente, abalou muito os meus níveis de confiança. Não gosto da maneira como me mostro em público, nada me serve e dobrar-me para cortar as unhas dos pés tornou-se muito difícil.(...)
Para ler a entrevista na íntegra (não tem muito mais que isto, mas pronto) cliquem aqui.
E agora vamos ao comentário do Ricardo:
Não seria o máximo se ele agora não conseguisse ficar magro? Já pensaram no golpe à carteira que isso ia ser? É uma coisa perfeitamente normal né? ficar gordo, para depois ficar magro e provar que estar gordo é mau para a saúde, o que é muito mais saudável. acho que vou fazer isso daqui a bocadinho. depois de aprender a fazer a espargata.

Leram Notícias bizarras, idiotas ou simplesmente desconcertantes que gostassem de partilhar? 
podem partilhar, e quem sabe não me ajudam a fazer o próximo momento Uáte da Faque.

[A Ouvir: If it hadn't been for love -Adele]
[Humor: Calorento]

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Calendar October 17, 2011 18:32

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O currículo d'arrasar


Estamos numa altura de elevado desemprego, em que alguns de vocezes meus caros leitores lutam para manter alguma fonte de rendimento.
Quem já se candidatou a trabalhos, não interessa em que área, teve que lidar obrigatoriamente com currículos ou com fichas de inscrição (que nos entregam a custo para depois irem pra reciclagem).
Aliás, aposto que a fatia de leitores que estará desempregada ou em vias de ficar (Oh Ricardo, seu optimistazão!) já teve que lidar com estas duas coisas e não gostou.
Como tal, e como o Ricardo é um desempregado de grau avançado com aptidões especiais para... coiso, resolveu demonstrar-vos uma maneira infalível de preencher um currículo ou uma ficha de inscrição.
Para tal, foi pesquisar na internet e encontrou uma série de tópicos nos quais se baseou para criar com vocezes o currículo d'arrasar que vos vai conseguir qualquer trabalho – teoricamente, não faço promessas.

Tamanho reduzido - “Tente reduzir o seu currículo a duas folhas”. Nunca trabalhou na vida? Melhor, menos folhas gasta! amigo do ambiente, extra points!
Informações relevantes – Aqui devem colocar todas aquelas pequenas coisas que fazem de vocezes pessoas especiais e aptas a trabalhar onde quer que seja que vocezes querem trabalhar.
Exemplos concretos – Basicamente, quando falam numa qualidade, explicam onde é que a aprenderam e como é que a utilizam, and so on.
Sinceridade – Sejam vocezes mesmos, e não mintam.... muito. Claro, “muito” é subjectivo. Se quiserem fazer uns pequenos “embelezamentos” aqui e ali, é por vossa conta e risco, tsá?
Voz activa – digam os verbos todos no infinitivo. quer dizer, todos não que depois fica confuso. mas a maioria.

Aqui fica um exemplo dum currículo d'arrasar, By me:
Nome: Ricardo (querem saber os outros nomes? Contratem-me, isto não é a casa da mãe Joana! Funf!)
Idade: 18 (há 4 anos, porque sou um espírito jovem)
Informações relevantes: Calço o 43, meço 1,80m, e visto o L (para o caso de ser norma da empresa oferecer roupa e sapatos como prenda) sou intolerante a azeitonas e à Luciana Abreu, não gosto de cor de rosa, e uma vez rachei o dente a andar de patins. Se estivermos num ambiente parcamente iluminado conseguem ver a racha. Ai e detesto baratas (por isso aconselho o futuro local de trabalho a ter à mão insecticida).
Aptidões: Conversar (acho que aprendi por volta do ano ano e meio, mas não me lembro), coisa que faço muito bem e sem problemas de dicção (Amazing)
Dormir , que pratico todos os dias no mínimo 5 horas (entidade empregadora, menos que isto eu desaconselhava)
Respirar , que é uma coisa que eu faço sem barulho e com bastante eficiência ecológica (consumo menos oxigénio que os modelos mais antigos, huh?)
Sarcasm...ar? Acto de ser sarcástico. Faço isso muito bem, sou semi pro basicamente.
Capacidades Linguísticas: Falo Português, Alentejano, Brasileiro, e sei falar Português com sotaque Alemão extremamente bem. Falo bem Inglês, e Portunhol também (ponham-me um espanhol à frente e alguma coisa há-de sair). Também escrevo estas línguas todas. E por acréscimo sei falar bem em calão, se bem que não costuma ser necessário no local de trabalho, mas também é uma mais valia.
Experiência profissional anterior: Bem, eu vendi rifas, e quando tinha cartas repetidas dos pokemóns na escola primária fazia leilões (o que demonstra empreendedorismo). Mais recentemente fiz outras coisas, que obviamente não resultaram senão não estava a fazer um currículo. Duh!
Função pretendida : Well, eu sei que a que paga mais já está preenchida, por isso qualquer coisa serve, acima de subchefe, acho que o meu nome combina bem com Director, ou Co administrador, qualquer coisa assim chique.
Disponibilidade Horária: Bem é assim, eu não gosto de trabalhar até muito tarde, e não gosto de me levantar muito cedo, por isso arranjem-me qualquer coisinha assim das 10 da manhã até... às 4 da tarde? Ah, e com hora de almoço – paga – claro.
Ambições de carreiraEu gostava de ser milionário com uma conta off shore nas ilhas caimão, e ser dono de uma revista ou duas, só para ser convidado para as white parties e assim. Hei de lá chegar.

Se seguirem este pequeno modelo, vão ver as reacções que vão obter!
Por estranho que pareça nunca me ligam depois de mandar um desses, nem daquela vez que disse que falava Finlandês. 
Não sei porquê!

[A ouvir: White Flag - September]
[Humor: tão preguiçoso que até me esqueci de pôr açúcar no chá e o estou a beber sem açúcar para não me levantar]

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Calendar October 16, 2011 15:48

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Perguntas de Fim de Semana XXXVII


Gosto dos pequenos acasos da vida. 
Fazem-me sentir pequenino, e ao mesmo tempo grande.
E vocês?

[A ouvir: Energy- Keri Hilson]
[Humor: I don't care]

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Calendar October 14, 2011 08:07

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Sobre o Orçamento de Estado

Os que votaram PS dizem que já previam que o governo é uma merdunfa e nhenhenhe,
Os que votaram PSD dizem que é compreensível e estamos numa fase complicada,
Os que votaram CDS dizem que está tudo a correr dentro dos conformes da coligação.
Os que votaram no Bloco de esquerda estão a preparar uma manif e a convocar os homens da luta.
Os do partido monárquico estão a lamentar se e a dizer que devia haver um rei, e assim não havia cá estas coisas.
O Ricardo, que votou no PAN (Partido dos Animais e da Natureza) diz com toda a certeza que afinal não era má ideia esse partido ter ganho, já nos estão a tratar abaixo de cão de qualquer das maneiras.

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Calendar October 13, 2011 18:48

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O egoísmo musical


Talvez seja algum acesso esquizofrénico da minha parte, uma pancada inexplicável, mas a verdade é que eu vejo os meus cantores e bandas favoritas como sendo meus, e gosto que as coisas se mantenham nesse patamar.
É um prazer um bocadinho retorcido quando partilho músicas deles e recebo claro desinteresse por parte da plateia, ou um vago “Ah até não é mau”.
Acho que me devia sentir insultado por não gostarem das músicas que me enchem a cabeça e o coração, mas em vez disso penso sempre com uma satisfação descabida que isso só quer dizer que elas continuam a ser “minhas”.

Um outro prazer de egoísmo musical que me ataca muitas vezes, é ouvir bandas “anónimas”. Não passam nas rádios, não entrem em séries ou filmes, mas existem, e eu a par de umas quantas pessoas ( Obviamente não guardo cá ilusões idiotas de que sou a única pessoa que ouve X Y ou Z), fazemos uma “seita” secreta que deixa de fora o mainstream que toda a gente ouve durante o tempo que demora a passar de moda.
E irrita-me imenso quando reconhecem aleatoriamente o talento dos “Meus” músicos, porque apareceu num qualquer filme, ou série, ou numa publicidade a cuecas de licra. 
De repente começo a ouvir por todos os lados cambadas de “fãs falsos” que conhecem mal e porcamente meia dúzia de músicas e resolvem apregoar ao mundo o amor que têm aos MEUS músicos.
E fico com ciumes, Oh se fico! 
Porque depois parece que estou a entrar na “onda”- que os oiço porque estão na moda - e oiço por todos os lados “Ah e tal, já ouviste os Z? São brutais”
Apetece-me espancar as pessoas que me perguntam isso com ar instruído quando meses atrás reviraram os olhos a ouvir musicas dos Z e disseram que “se ouvia bem”.
E depois às vezes zango-me com eles (os músicos). 
Porque mal levam com o holofote da fama deixam-se enveredar pelos caminhos da vulgaridade e tornam-se em mais uma banda. Os Z deixam de ser os Z, e passam a ser os A2, ou A3 ou A4, porque há sempre uma fila enorme de imitadores á espera de lugar.

Se calhar sou só eu que sou um grande anormal, mas gosto deste egoísmo musical.
(é tão verdade que até rimou)

E vocês? 
Partilham deste egoísmo musical?
Como se comportam com as vossas bandas "de estimação"? Quais são eles?
Vá, toca a ler comentar e subscrever!
[A ouvir: Sleep with one Eye opened - Atlanta Rythm section] ----> Uma das minhas
[Humor: Inspirado(amanhã acrescento o panda)]

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Calendar October 11, 2011 18:25

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Como se sentir uma pessoa perfeitamente normal

Aqui há um mês e qualquer coisa poste no facebook do blog (que podem seguir aqui) Pus num dos meus posts "Coisas que os Leitores não sabem sobre o Ricardo", que gosto de comer Caldo knorr de vez em quando, enquanto estou a cozinhar.
E as pessoas ficaram todas escandalizadas (leitoras más e caluniosas) e levei com uma data de "ai ca nojo" e "nhecas" e coisas do género a reprovar a minha índole alimentícia, mesmo que esporádica de caldos knorr de galinha.
E eu andei uma semana a pensar que se calhar sou uma pessoa maluca que come coisas que não devia, porque para além dos caldos knorr de galinha eu gosto de misturar sabores que mais ninguém gosta de comer em conjunto (no outro dia bebi leite com tostas de milho e paté de sardinha, só a título de exemplo).
A verdade é que estou aqui lindo e loiro e ainda não morri (okay, pelo menos a última parte é verdade).
E estava eu nesse meu dilema existencial sobre vícios digestivos, quando dei de caras com o programa que mudou a minha vida.
O nome é My strange addiction, e como o nome indica, mostra pessoas com vícios... estranhos.
Eu quando vi o título pensei que fosse um qualquer exagero, porque verdade seja dita os americanos têm o dom de dramatizar assim um bom bocado as coisas.
Hell I Was WRONG.
Vou partilhar convosco alguns dos meus exemplos favoritos:
Conheçam a Kesha:
Ela come papel higiénico.
E não é uma coisinha ocasional, ela anda sempre com um saquinho cheio de folhas de papel Higiénico... que come em todos os sítios. a frase que mais me agradou saída desta boca higienizada foi quando ela diz para a irmã: "Os drogados quando querem desistir da droga, afastam-se dela. como é que eu me afasto do papel higiénico? É IMPOSSÍVEL" isto tudo dito com uma cara extremamente dramática e sentimentalona.

O que fez a minha ocasional chinca num caldo knorr parecer a coisa mais natural do mundo.

O bonito nesta série, é que os senhores da produção conseguem arranjar pessoas cada vez piores, como por exemplo o Josh:
que come vidro. porque... gosta da textura do vidro. 
E para quem pensa que isto é só sobre pessoas que comem coisas estranhas, temos por exemplo a Divya:
Que é uma bela fashion designer... que apanha animaizinhos mortos do meio da rua e os empalha... em casa. e dá-lhes nomes, como podem ver. a dada altura ela diz que as pessoas se afastam dela por causa deste vício... porque será? Eu adoraria ter uma namorada que considere um passeio romântico apanhar pardais mortos e abri-los para ver o que está no estômago.

My strange addiction tem este poder de nos fazer sentir normais e felizes com a nossa normalidade, porque temos de tudo. desde o senhor casado com uma boneca insuflável, até à senhora que come pedregulhos, passando pela senhora que vive em casa com 50 ratos carecas.
Viva a normalidade.

E vocês?
Que vícios estranhos (embora não tanto como os de cima, nada de traumatizar toda a gente) têm/tiveram?
Conheciam a série (têm de ver, tem coisas mesmo Awesome)?
Vá, toca a ler comentar e subscrever, que eu vou... fazer qualquer coisa.

[A ouvir: La Caravane -Caravan Palace]
[Humor: Divertido]

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Calendar October 10, 2011 09:43

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Crise No Mas.

Corro o risco de me estar a repetir porque tenho a sensação de já ter dito isto no principio do ano, mas de qualquer das maneiras torno a dizer.
Estou completamente enjoado da crise.
Andamos quase todos numa fase de apertos (uns mais que outros), por exemplo mesmo que não esteja a passar fome tenho cortado em muitas coisas simples que agora não faço porque não há dinheiro. fazer o quê? queixar-me? e desde quando é que isso me ajuda a ficar com mais dinheiro? Não, o que não impede a crise de ser o tema principal na cabeça das pessoas.
É o tema de conversa de toda a gente, parece que Portugal estacou em frente à TV para ver tudo ruir em vez de mexer o cagueiro e fazer qualquer coisa.
Cansa-me chegar a casa e ver a apresentadora do telejornal no seu conjunto saia-casaco Gucci a dizer que o país está em categoria lixo (quando eu sinceramente acho que está mais na categoria "merda" de momento mas pronto).
Cansa-me fazerem 300 reportagens com pensionistas chatas a queixarem-se de que a refoma mal dá para os medicamentos todos (quando eu já ouvia essa conversa desde antes da crise).
Irrita-me que a crise seja desculpa para tudo o que corre mal na vida das pessoas, porque é mais fácil justificar a maioria dos fracassos que já vinham a preparar-se antes da dita cuja com uma coisa que os "ricos e poderosos" é que têm culpa.
portanto:
Como podem ver em cima, adicionei mais um selo ao header do blog.
Recuso-me a falar aqui de economia, a discutir cortes aqui e acolá. acho que vocês leitores não querem abrir o browser e levar com mais uma posta de pescada sobre um tema tão deprimente e sobre-falado.
A ideia disto não era partilhar mas pensei "meh, porque não?".
Quem estiver farto de ouvir toda a gente dizer que sabe a origem da crise, Quem acha que falar no assunto todo o dia não ajuda a resolver, quem está completamente saturado de conversas derrotistas, austeridades, Moodys, G20, G5, G2, Troikas e baldroikas, pobrezas (de espírito maioritariamente), cole no blog. quem não quiser não cole, só pus aqui o selo para fazer imagem pro post.

E vocês?
O que é que vos irrita mais em toda esta situação de crise?
Acham que as pessoas se apoiam um bocado na ideia da crise para se esforçarem menos?
Não se esqueçam, subscrevam, comentem, gostem no facebook e essas coisas todas ;)
[A ouvir: Music -September]
[Humor: Meh]

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Calendar October 9, 2011 13:52

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Perguntas de Fim de Semana XXXVI

Acham que as pessoas vêm mais depressa as qualidades ou os defeitos umas das outras?
Qual é o vosso pior defeito? E a vossa melhor qualidade?
Conseguem descrever-se numa lista de 3  defeitos e 3 qualidades?
Bom restinho de fim de semana
[A ouvir: With your love - Cher Lloyd]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar October 7, 2011 17:34

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Ricardo's Fashion Night Out

(devia ser In, por ser no blog, mas ninguém quer saber xD)
Ah... le mode...
Como toda a gente sabe, eu tenho uma grande costela fashionista...
Okay, não tenho.
Não obstante, acho interessante comentar as “novas tendências” quando me dá na alheta.
Mais precisamente quando as “novas tendências” me dão toda uma parafernália de comichões.
  • O vintage/retro – Num dia é velho, e de repente no outro estão-se a usar tecidos do género dos que os meus bisavó tinham nas roupas de domingo, e a usar acessórios que deixaram de se usar há praticamente 30 anos e que agora estão na moda de novo. E é exaustivo tentar perceber quando é que deixa de ser velho e passa a retro, e quando passa de retro pra velho novamente. É tudo num piscar de olhos. Acho amoroso ir ver o meu álbum de fotos de quando tinha... 5/6 anos, e reparar que tinha uns óculos de sol do modelo que agora toda a gente usa. E a minha mãe podia vestir a roupa daquela altura agora, que passava muito bem despercebida.
  • Skinny Jeans – são como diria a minha Katyzinha6, calças coladinhas ao pacote. E é actualmente uma moda uni-sexo. Quanto mais justinhas melhor, para destacar as pernas raquíticas que tanto se querem. O que há que reter aqui, é que pessoas com um rabo dum tamanho de um autocarro trazem à tona toda a faceta mais negra da função skinny destes jeans.
  • Decotes masculinos – jovens camaradas, querem depilar-se, depilem-se. Não querem, não depilem. Agora eu não tenho que levar com os vossos peitos todos à mostra porque decidiram usar camisolas com decotes maiores que os das vossas namoradas. (se toda a gente comenta quando a Rita Pereira mostra o útero pelo decote, acho mais que justo falar disto)
  • Os neons – Sinceramente é das poucas tendências que compreendo e até apoio, porque verdade seja dita, povo português, noses somos muito cinzentões, faz falta um bocadinho de vida. Acho que deviam era trazer uma espécie de manual de instruções com a roupa, uma lista de combinações mais ou menos coerentes, porque parece que muitas pessoas que comprar cores vivas sofrem de daltonismo agudo. Uma dica? Laranja não liga muito bem com verde alface, dá todo um ar de abóbora com perdas. Sim, há quem use.
  • Quadrados – Ora bem, eu como a maioria das pessoas que não têm um bolso muito recheado (o meu está recheado, de ar) o que limita ainda mais a escolha de lojas para ir Às compras. O que é interessante é que todos os anos há algum padrão que está em TODAS as peças de roupa. Este ano são os quadrados sobrepostos (aqueles estilo riscos). Não vejo o fascínio. Não percebo porque é que é basicamente impossível apanhar roupa que não tenha quadrados e não pareça apta para usar num lar de terceira idade.
  • Geeky charm – por algum motivo que desconheço completamente, dum dia para o outro toda a gente ficou obstinada em usar óculos à la marrão. Acho que toda a gente pensa que metendo uns óculos de massa de tataruga- daqueles que ainda há dois anos atrás ninguém punha na cara nem sob ultimato – fica automaticamente bonita. O problema é que não. Só uma pequena percentagem de pessoas é que consegue usá-los sem parecer que roubou os óculos do avô.
  • Estampados de animais – Uma coisa que ouvi dizer que agora está in e que não consigo compreender porquê. Parece que dizem por aí que dá um ar étnico. Claro, andar com um micro vestido de tigresse faz com que qualquer uma tenha um ar étnico, da etnia pêga. Um estampado de zebra não vos faz parecer elegantes, tal como um de leopardo não vos faz parecer graciosa. Isso só funciona com os animais. As pessoas ficam a parecer ursas em qualquer uma das opções.
E podia continuar aqui horas e horas, porque o veneno não se esgota e a internet também não, mas tenho mais que maldizer fazer.
E vocês?
Que “modas” vos irritam e porquê?
Ah, e já respondi metade dos comments, só me falta a outra metade.
Bom fim de semana, e já sabem, leiam, comentem e subscrevam!
[A ouvir: BokoMainia - Benji Boko]
[Humor: Divertido]

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